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NATO quer fortalecer capacidades de defesa e apoiar Ucrânia

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De  Efi Koutsokosta
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Reunião dos ministros da Defesa da NATO acontece em plena contagem decrescente para a cimeira de Madrid
Reunião dos ministros da Defesa da NATO acontece em plena contagem decrescente para a cimeira de Madrid   -   Direitos de autor  Olivier Matthys/The Associated Press

Os ministros da Defesa da NATO reuniram-se em Bruxelas para coordenar esforços de apoio à Ucrânia e fortalecer capacidades de defesa.

Na prática, o futuro da Aliança Atlântica poderá passar pelo envio de mais formações de combate para fortalecer o flanco leste da NATO, bem como por mais stocks de armas para melhorar a preparação.

"A agressão da Rússia foi uma reviravolta. A NATO tem de manter uma dissuasão credível e uma defesa forte. Os ministros abordaram a escala, o design para a postura futura e a forma como podemos avançar em todos os domínios com o fortalecimento substancial da nossa presença, capacidades e prontidão", sublinhou Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO.

Os ucranianos continuam a pedir mais armas, com entrega mais rápida, para dar resposta aos combates intensos no leste do país, em lugares sob forte ataque.

Rajan Menon, do think tank Defense Priorities, lembra que um assessor do presidente ucraniano disse serem precisos 1000 howitzers, 300 lançadores múltiplos de rockets e 500 tanques.

"Até agora, conseguiram metade do número de tanques de que precisam. Um sexto do número de lançadores de rockets e cerca de um quarto dos howitzers de que precisam. Por isso, há uma lacuna entre o que os ucranianos querem e aquilo que foi fornecido até ao momento. Estamos num ponto em que a batalha no Donbass atingiu um momento crítico, porque se os russos - e digo se - os conseguirem bloquear e cortar as tropas ucranianas, os ucranianos podem perder de 10 a 20 mil dos soldados mais experientes e bem treinados que não podem ser rapidamente substituídos por recrutas inexperientes", referiu Menon.

O encontro dos ministros da Defesa da NATO acontece antes da cimeira de Madrid no fim do mês, onde vai traçar-se o rumo para a Aliança para a próxima década, incluindo uma posição comum sobre a Rússia e desafios emergentes como a China.