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Eis como o preço da eletricidade é fixado na UE

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De  Euronews
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Protestos contra o aumento do preço da electricidade
Protestos contra o aumento do preço da electricidade   -   Direitos de autor  AP Photo/Manu Fernandez

Os preços da eletricidade dispararam na União Europeia nos últimos meses, o que levou a apelos para reformar a forma como são fixados.

Actualmente, o mercado grossista da UE é um sistema de preços marginais. Isto significa que todos os produtores de eletricidade recebem o mesmo valor pela energia que estão a vender num dado momento.

Mas o preço da eletricidade varia muito dependendo da fonte de energia utilizada para a gerar: as mais baratas são as fontes de energia renováveis, enquanto os combustíveis fósseis são muito mais caros.

Os produtores nacionais de eletricidade fazem as ofertas no mercado e a oferta vai desde a fonte de energia mais barata até à mais cara, obtendo todos o preço do último produtor ao qual a eletricidade foi comprada, de acordo com a Comissão Europeia.

Os proponentes dizem que este modelo é o mais justo e é mais barato para os consumidores a longo prazo.

Mas como os combustíveis fósseis (desde produtos petrolíferos ao carvão e ao gás natural) representaram quase 70% do cabaz energético da UE em 2020 e com a maior parte dele importado de países terceiros, significa que o bloco é altamente vulnerável às flutuações de preços.

A reabertura da economia global a partir dos lockdowns da COVID-19, que levou a um aumento da procura de energia em todo o mundo, e a guerra da Rússia na Ucrânia, que levou Moscovo a conter os fluxos de gás para a Europa em retaliação às sanções, levaram a um aumento dramático do preço dos combustíveis fósseis.

O aumento da inflação e das contas de eletricidade levaram a protestos em toda a Europa, com alguns líderes a defenderem agora que o preço da eletricidade fosse dissociado do gás, a fim de aliviar o fardo sobre as famílias e as empresas.