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Bruxelas vai acelerar acesso a matérias-primas raras

Mina de litío Silver Peak, nos EUA
Mina de litío Silver Peak, nos EUA Direitos de autor  Steve Marcus/LAS VEGAS SUN
Direitos de autor Steve Marcus/LAS VEGAS SUN
De Gregoire Lory & Isabel Marques da Silva
Publicado a Últimas notícias
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A Comissão Europeia propõe valorizar os recursos europeus fazendo maior extração mas também via reciclagem de materiais. Espera-se que apresente uma proposta sobre matérias-primas críticas nos próximos meses.

Bauxite, lítio, tungsténio ou terras raras são nomes ainda pouco conhecidos do público em geral, mas alvo de grande cobiça a nível industrial e tecnológico. Estes minerais são indispensáveis para a transição económica ambientalmente sustentável. Baterias elétricas, turbinas eólicas ou chips eletrónicos são feitos com estas matérias-primas.

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De acordo com a Comissão Europeia, a procura destes recursos críticos duplicará até 2030. Mas o mercado está controlado pela China, apelidada de adversário económico. Há poucos dias, a presidente Ursula von der Leyuen deu exemplos concretos.

"Das 30 matérias-primas críticas da atualidade, 10 são,, na sua maioria, provenientes da China. E a China controla, basicamente, a indústria de processamento global. Quase 90 % das terras raras e 60 % do lítio são processados na China. Temos de evitar cair na mesma armadilha da dependência em que caímos com o petróleo e o gás", referiu, num discurso na Universidade de Princenton (EUA).

No entanto, a União Europeia não está totalmente à mercê dos poucos países produtores e tem potencial para reduzir a sua dependência.

Foram identificados locais de exploração destes minerais na Suécia, Finlândia e Portugal. Mas existem muitos obstáculos à exploração.

"Por exemplo, no sul da Suécia existe o maior depósito de terras raras da Europa. Os investidores têm tentado fazer evoluir a produção há mais de uma década, mas as preocupações dos ambientalistas e a oposição da população local tornaram este projecto impossível", referiu Tobias Gehrke, investigador do Instituto Egmont (Bruxelas), em declarações à euronews.

O desenvolvimento de um setor industrial deste tipo levará muitos anos. Além disso, não é suficiente ter os recursos em bruto para reduzir a dependência europeia.

"Não faz sentido fazer apenas a mineração e depois enviarmos os minerais para a China. Portanto, temos de nos concentrar, realmente, em toda a cadeia de valor, desde a extração mineira até ao processamento, separação, seguido do desenvolvimento de outros componenets tecnológicos", acrescentou o investigador.

A Comissão Europeia propõe valorizar os recursos europeus fazendo maior extração mas também via reciclagem de materiais. Espera-se que apresente uma proposta sobre matérias-primas críticas nos próximos meses.

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