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Comissão Europeia reata diálogo com o presidente do governo da Catalunha

Pere Aragonès preside ao governo da Catalunha desde maio de 2021
Pere Aragonès preside ao governo da Catalunha desde maio de 2021 Direitos de autor Euronews
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De  Aida Sanchez AlonsoIsabel Marques da Silva
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O presidente já se reuniu com o comissário da Justiça , Didier Reynders, e com o comissário do Mercado Interior, Thierry Breton.

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A Comisão Europeia reatou o diálogo com o governo da Catalunha (região autónoma espanhola) recebendo o seu presidente, Pere Aragonès, esta semana, em Bruxelas, o que não acontecia há muitos anos, em particular depois da crise independentista.

"Vivemos um período de certo congelamento, também devido à atitude do governo espanhol, na minha opinião", disse Aragonès em entrevistas à euronews.

"Em qualquer caso, trabalhámos desde o início para gerar espaços de confiança com as instituições da União Europeia e para mostrar que a Catalunha está aqui para participar nas soluções para os desafios europeus", acrescentou.

Desde que Aragonès tomou posse, em maio de 2021, a relação entre o seu governo e o do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, tem vindo a melhorar lentamente.

A última vez que um presidente catalão se encontrou com um comissário europeu foi em 2015. A Catalunha realizou, então, um referendo que conduziu a uma "declaração de independência". Alguns membros do governo, incluindo o antigo presidente Carles Puigdemont, exilaram-se na Bélgica.

Vários outros separatistas, que permaneceram em Espanha, foram condenados a penas de prisão e mais tarde perdoados pelo governo. 

Escândalo de espionagem Pegasus

Aragonès disse estar grato por a Comissão Europeia ter ouvido as preocupações catalãs sobre o recente escândalo do espionagem Pegasus, do qual ele foi vítima.

Um relatório do "Laboratório Citizen", divulgado em abril passado, revelou que o o software de espionagem tinha sido utilizado contra catalães, incluindo eurodeputados, legisladores e presidentes.

O chefe do serviço de informações secretas espanhol foi demitido devido as alegações de que a agência utilizava o software.

"Obviamente, uma questão como esta é complexa, não pode ser resolvida com uma reunião, mas com muito trabalho", disse Aragonès.

"Muitos de nós recorremos aos tribunais, mas é um processo lento. Mas para além destas questões, não tem existido uma política ativa de proteção do direito à privacidade e intimidade por parte das autoridades [espanholas] estatais", afirmou.

O presidente do governo regional já se reuniu com o comissário da Justiça , Didier Reynders, sobre espionagem cibernética, e com o comissário do Mercado Interior Thierry Breton, sobre a "contribuição que a Catalunha pode dar no quadro da soberania digital europeia".

Aragonès falou, também, de propostas para utilizar a língua catalã no Parlamento Europeu, dizendo que estava convencido de que serão apoiadas.

"A nossa esperança e o nosso trabalho serão dirigidos não tanto aos deputados europeus que representam estes partidos espanhóis - que são ativamente contra a utilização do catalão nas instituições da UE -, mas a muitos dos membros dos seus grupos parlamentares que não têm qualquer problema com a utilização do catalão. Estou convencido de que vamos obter este apoio", afirmou.

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