"A Rússia vai perder a batalha energética"

Para Fatih Birol, as previsões de que este inverno será o mais duro não estão corretas
Para Fatih Birol, as previsões de que este inverno será o mais duro não estão corretas Direitos de autor AP Photo/Michael Probst
De  Euronews
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Diretor da Agência Internacional de Energia em entrevista no The Global Conversation

PUBLICIDADE

A grande vítima de toda a crise energética que vivemos será mesmo... a Rússia. É o que salienta o diretor executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, em entrevista à Euronews, na qual explica porque é que Moscovo deu o passo errado.

"A Rússia vai sair a perder desta batalha energética pela seguinte razão: antes da invasão, cerca de 75% do total de exportações de gás russo vinha para a Europa, assim como 55% das exportações de petróleo. A Europa era, de longe, o maior mercado, o maior cliente da Rússia. E a Rússia perdeu-o para sempre. E não é possível construir gasodutos rapidamente para enviar gás para a China ou Índia. No cenário mais otimista, são necessários dez anos para construir gasodutos desses", explica.

No entanto, para Fatih Birol, as previsões de que este inverno será o mais duro não estão corretas.

"Vamos chegar até fevereiro ou março sem grandes problemas porque conseguimos armazenar muito gás natural, graças às políticas europeias. Vamos usá-lo durante este inverno. Mas a questão é que o inverno seguinte pode ser ainda mais duro do que este. Quando chegarmos a fevereiro ou março, já teremos utilizado uma grande parte do gás que guardámos. Como é que vamos conseguir armazenar novamente, encher novamente as reservas? Essa é a grande questão, porque as condições do mercado não serão fáceis", considera.

Veja a entrevista na integralidade na mais recente edição do The Global Conversation, aqui na Euronews.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Rússia lança mísseis em várias cidades ucranianas

Von der Leyen não quer trabalhar com "amigos de Putin" no Parlamento Europeu

Famílias pedem ajuda da UE para libertar reféns face iminente operação em Rafah