COP27: Charles Michel exorta EUA a darem mais dinheiro

Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, pede maior ênfase na cooperação internacional
Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, pede maior ênfase na cooperação internacional Direitos de autor Euronews
De  Gregoire LoryIsabel Marques da Silva
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"Temos de arregaçar as mangas. A União Europeia acredita, firmemente, na cooperação internacional, na vontade de construir soluções em conjunto", disse o presidente do Conselho Europeu.

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O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, exorta os Estados Unidos a respeitarem os seus compromissos financeiros na área da cooperação internacional sobre a política climática. Numa entrevista à euronews durante a COP27, no Egito, Charles Michel afirmou que nenhum país, mesmo os mais poderosos, pode enfrentar sozinho os desafios ao nível climático.

"Acredito que a União Europeia está a fazer a sua parte e apelo aos Estados Unidos, e a pessoas influentes como Al Gore, para que também o façam. Dou como exemplo os cem mil milhões de euros anuais prometidos, há muito tempo, aos países em desenvolvimento", disse. 

"A União Europeia e os seus Estados Membros assumiram, plenamente, a sua quota-parte. Mas é visível a desilusão dos países em desenvolvimento porque não têm recebido apoio suficiente. Convido os países mais ricos, fora da União Europeia, a mobilizarem-se, começamdo por respeitarem os anteriores compromissos financeiros", enfatizou.

Penso que se deveriam juntar à UE na análise da questão dos preços, porque é do interesse de todos que não haja uma recessão profunda, séria, que dure muito tempo.
Charles Michel
Presidente do Conselho Europeu

Questionado sobre o desfecho que deseja para esta conferência sobre as alterações climáticas organizada pela ONU, o presidente do Conselho Europeu afirmou que a recuperação da pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia trouxeram desafios novos, mas que essa realidade deve levar ao "redobrar esforços".

"Temos de arregaçar as mangas. A União Europeia acredita, firmemente, na cooperação internacional, na vontade de construir soluções em conjunto. Esse é o caminho. Não há nenhum país que sozinho, mesmo o mais poderoso a nível militar e económico, que possa resolver este desafio, que é o desafio da nossa geração", disse Michel.

A primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, propôs que se crie um imposto sobre os lucros das empresas de gás e petróleo para combater as alterações climáticas. Poderia a União Europeia apoiar a proposta?

"Existem países que são extremamente importantes para assegurar o aprovisionamento energético da Europa. Mas estes países têm receitas extremamente elevadas devido ao aumento dos preços. Tive a oportunidade de contactar funcionários noruegueses, por exemplo. O mesmo se aplica aos Estados Unidos. Temos parceiros, amigos, aliados com quem trabalhamos na questão do abastecimento, o que é muito bom. Penso que se deveriam juntar à UE na análise da questão dos preços, porque é do interesse de todos que não haja uma recessão profunda, séria, que dure muito tempo", explicou o presidente do Conselho Europeu.

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