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Eurodeputados sem respostas sobre espionagem irregular em Espanha

Independentistas catalães estiveramm entre os espiados peoo programa Pegasus
Independentistas catalães estiveramm entre os espiados peoo programa Pegasus Direitos de autor KENZO TRIBOUILLARD/AFP
Direitos de autor KENZO TRIBOUILLARD/AFP
De  Efi KoutsokostaIsabel Marques da Silva
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A comissão parlamentar especial analisa casos semelhantes em vários Estados-membros, incluindo Alemanha, Grécia, Polónia e Hungria.

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Muitas perguntas sem respostas na primeira audição sobre o caso espanhol de espionagem com recurso a programas informáticos ilegais, nomeadamente o Pegasus.

A comissão especial do Parlamento Europeu que investiga estes casos, ouviu, terça-feira, em Bruxelas, vários testemunhos, com destaque para a diretora do centro de informações secretas de Espanha (CNI).

Esperanza Casteleiro é o novo rosto escolhido pelo governo de Madrid após o escândalo de escutas irregulares a políticos e ativistas, incluindo eurodeputados.

A diretora, que participou através de uma videochamada, escudou-se no segredo de Estado para não responder diretamente a nenhuma das 28 perguntas, o que frustou alguns parlamentares.

"Entre os espiados estão, por exemplo, colegas do Parlamento Europeu, que gozam de imunidade no contexto do seu mandato. Espiar eurodeputados é ilegal. Não obtivemos realmente respostas sobre estes casos na audiência", disse, à euronews, Saskia Bricmont, eurodeputada belga dos verdes.

"Por isso, por um lado pedimos que o sistema judicial faça o seu trabalho com total independência. Por outro lado, pedimos também aos governos que partilhem mais informações com a comissão de inquérito, porque todos estão a utilizar o argumento da segurança nacional", acrescentou Saskia Bricmont.

Os dois lados do poder espiados

No caso espanhol, o próprio chefe de governo, Pedro Sánchez, e dois dos seus ministros terão sido espiados, alegadamente pelo governo de Marrocos.

O programa Pegasus também escutou políticos da oposição, nomeadamente dezenas de independentistas catalães, bem como membros de organizações não governamentais, advogados e jornalistas.

O silêncio dos serviços secretos justifica-se, considera o eurodeputado liberal espanhol, Jordi Cañas: "Não é que ela não queira falar, mas não o pode fazer. Há uma lei e, num estado de Direito, as regras têm de ser respeitadas".

"O CNI Investigou pessoas por suspeita de crimes e sob ordem judicial. Estou a referir-me a 18 das hipotéticas 65 pessoas envolvidas. A participação da diretora mostra o seu respeito pela comissão de inquérito, mas pode dizer muito pouco", acrescentou Jordi Cañas, em declarações à euronews.

A comissão analisa casos semelhantes em vários Estados-membros, incluindo Alemanha, Grécia, Polónia e Hungria.

O Parlamento Europeu está preocupado com o impacto destes programas infiormáticos ilegais nos direitos fundamentais dos cidadãos e no processo democrático na União.

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