Inflação volta a descer na zona euro e Portugal acompanha tendência

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De  Jorge Liboreiro  & Isabel Marques da Silva
Tal como a maioria dos países da zona euro, Portugal viu a inflação diminuir
Tal como a maioria dos países da zona euro, Portugal viu a inflação diminuir   -   Direitos de autor  Michael Probst/Copyright 2021 The AP. All rights reserved

A ligeira descida nos preços da energia refletiu-se, também, numa ligeira redução da taxa de inflação na zona euro. O valor foi de 9,2% no final de dezembro, na média dos 19 países que usam a moeda única, segundo a Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia. Em novembro tinha atingido 10,1%.

A pressão sobre os preços mantém-se, mas os analistas estão otimistas, nomeadamente Zsolt Darvas, analista económico no centro de estudos Bruegel, em Bruxelas: "Estamos a ver agora uma mudança na tendência da inflação. Considro que há uma grande probabilidade de que continuará a diminuir em 2023", disse, em entrevista à euronews.

"As principais razões para isso são: em primeiro lugar, o facto do preços da energia estarem a cair, diminuindo os custos para as empresas e distribuidores. Logo, não há pressão da sua parte para aumentar os preços. E em segundo lugar, os salários aumentaram muito menos do que a inflação, o que significa que os consumidores têm um poder de compra reduzido e que consumirão menos bens e serviços", explicou.

A pandemia já tinha causado disrupção nas candeias de produção e distribuição.

Mas a subida da inflação acentuou-se após o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, que teve grande impacto no mercado energético, para o qual a Rússia contribui com gás e petróleo. Assim:

  • A energia está 25,7% mais cara do que há um ano.
  • Nos alimentos frescos, a variação foi de 12%

Tal como a maioria dos países da zona euro, Portugal viu a inflação diminuir, estando agora nos 9.8%. Ficou duas décimas acima da taxa na Alemanha, maior eocnomia da União Europeia.

O valor mais baixo de inflação regista-se em Espanha, com 5,6%, e o mais alto na Letónia, com 20,7%.