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UE como fortaleza contra migrantes em debate na cimeira

Alguns países da UE querem usar fundos europeus para construir vedações
Alguns países da UE querem usar fundos europeus para construir vedações Direitos de autor Tibor Rosta/MTI - Media Service Support and Asset Management Fund
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De  Sandor ZsirosIsabel Marques da Silva
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Além deste tema controverso, os chefes de Estado e de Governo vão analisar o Plano Industrial do Pacto Ecológico, bem como a situação na Ucrânia.

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Rotas irregulares, por terra e mar, trouxeram para a União Europeia (UE), na última década, novos fluxos de pessoas que fogem do conflito e da perseguição política.

No pico da guerra civil na Síria, em 2015, mais de um milhão de refugiados sírios foram recebidos, tendo ficado famosa a frase da ex-chanceler alemã, Angela Merkel: "Penso que o podemos fazer!".

Apesar de também quase um milhão de pessoas terem pedido asilo, no ano passado, a maioria não reúne os critérios para receber proteção humanitária. São, sobretudo, migrantes económicos, que deixam países pobres e que procuram trabalho.

Áustria, Itália e Suécia são alguns dos Estados-membros que defendem medidas para travar a sua entrada, incluindo construir mais vedações.

Aumentar o repatriamento para países de origem estará, também, em foco no debate, durante a cimeira da UE, quinta-feira, em Bruxelas.

O líder do partido de centro-direita no Parlamento Europeu, Manfred Weber (Alemanha), defende essa linha de ação  mais restritiva e dura: "Sejamos realistas, há decadas que, em Ceuta, em Melila, temos este problema na fronteira afro-espanhola. Também o temos na fronteira greco-turca, na fronteira búlgaro-turca". 

"Depois, o presidente bielorusso Lukashenko também "atacou" a Polónia e a Lituânia, com esssa estratégia na fronteira. Portanto, ninguém quer ver a situação, mas se for necessário, então temos de fazer vedações e a Comissão Europeia deve estar pronta para o financiar", acrescentou.

Contra a Europa de vedações

Há vários Estados-membros contra essa ideia e que defendem que se devem criar mais programas de migração regular, porque precisam de pessoas para a sua força laboral.

O Pacto da UE de Migração e Asilo, proposto pela Comissão Europeia, em 2020, também propõe relocalizar migrantes de Itália e da Grécia, principais pontos de chegada à União, para outros Estados-membros.

Mas há paises que não os querem receber, nem financiar o processo de acolhimemnto.

Se começarmos a financiar vedações com fundos da UE, não é apenas um "déja vu" para mim, mas também um passo atrás para a Europa, que não queremos dar.
Cornelia Ernst
Eurodeputada, esquerda radical, Alemanha

Em vez de uma fortaleza, a UE deve manter uma atitude de abertura, defende uma eurodeputada alemã da esquerda radical, Cornelia Ernst: "Sou da parte leste da Alemanha. Vivi toda a minha juventude atrás de um muro, atrás de vedações". 

"Se começarmos a financiar vedações com fundos da UE, não é apenas um "déja vu" para mim, mas também um passo atrás para a Europa, que não queremos dar", referiu.

Além deste tema controverso, os chefes de Estado e de Governo vão analisar o Plano Industrial do Pacto Ecológico, bem como a situação na Ucrânia.

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