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Congelada lei da UE sobre fim da venda de veículos a combustão

Os fabricantes de automóveis devem reduzir as emissões de automóveis novos em  100%, em 2035
Os fabricantes de automóveis devem reduzir as emissões de automóveis novos em 100%, em 2035 Direitos de autor Michael Sohn/Copyright 2019 The AP. All rights reserved.
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De  Vincenzo GenoveseIsabel Marques da Silva
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O ministro dos Transportes alemão, Volker Wissing, disse, esta semana, que o seu país pretende uma isenção para os combustíveis sintéticos.

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A decisão da União Europeia (UE) de proibir a venda de veículos com motores de combustão a partir de 2035 foi congelada. Os Estados-membros adiaram, esta sexta-feira, uma votação crucial para ratificar o texto.

A votação, inicialmente prevista para a próxima semana, terá lugar numa "reunião posterior do conselho" numa data ainda a anunciar, de acordo com a presidência sueca do Conselho da União Europeia.

Os governos da Alemanha, Itália, Polónia e Bulgária estão entre aqueles que manifestaram preocupações.

O govermo alemão é o mais ativo na tentativa de obter cláusulas de exceção junto da Comissão Europeia, tendo uma porta-voz do executivo europeu confirmado que serão ouvidos os argumentos.

"Queremos compreender melhor essas preocupações, em particular as novas que foram levantadas, antes de decidir qual é a melhor forma de proceder e como podem ser acuatleadas", disse Dana Spinant, em conferência de imprensa, em Bruxelas.

O Parlamento Europeu aprovou a legislação, no mês passado, mas o processo poderá ser reaberto.

O texto que tinha sido fechado prevê que, a partir de 2035, deixem de ser postos no mercado novos veículos que tenham motores que funcionam a gasolina e gasóleo.

Esta é uma das medidas consideradas cruciais para que a UE alcance a chamada neutralidade climática até meados do século, deixando de emitir gases poluentes num grau que não possa ser neutralizado pelo próprio meio ambiente.

Alemanha quer isenção para os combustíveis sintéticos

O ministro dos Transportes alemão, Volker Wissing, disse, esta semana, que o seu país pretende uma isenção para os combustíveis sintéticos. 

Volker Wissing argumentou que tais combustíveis podem ser produzidos utilizando energia renovável e carbono capturado do ar, de modo a que não lançam mais emissões poluentes para a atmosfera, contribuindo para o aquecimento global e as alterações climáticas.

O grupo conservador do Partido Popular Europeu, que é o maior do Parlamento Europeu, também se opõe à proibição e apelou aos Estados-membros para que façam o mesmo.

"A proibição impedirá a inovação, custará milhares de empregos e levará ao declínio de uma indústria europeia crucial", disse Jens Gieseke, o negociador principal do Grupo PPE sobre o regulamento.

O acordo preliminar, obtido no ano passado, obrigaria os fabricantes de automóveis a reduzir as emissões de automóveis novos em 55% em 2030, em relação aos níveis de 2021, e em 100% em 2035.

O plano significa, na prática, que a venda de automóveis com motores à base de combustíveis fósseis seria proibida.

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