Escudo contra ciberataques terá parceria público-privada na UE

Margrethe Vestager, vice-presidente da Comissão Europeia, apresentou a medida
Margrethe Vestager, vice-presidente da Comissão Europeia, apresentou a medida Direitos de autor Jean-Francois Badias/Copyright 2022 The AP. All rights reserved.
De  Aida Sanchez AlonsoIsabel Marques da Silva
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A Europa Digital, associação de empresas do setor digital, considera fundamental a colaboração entre setor público e privado.

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A União Europeia (UE) quer dotar-se de um escudo contra os ciberataques, levados a cabo através de sistemas ligados à internet. 

Estas ameaças estão a aumentar e causam cada vez mais estragos em entidades públicas e privadas. A UE considera que são uma forte ameça ao sistema democrático e ao bem-estar da população.

O novo sistema de defesa vai basear-se em mecanismos de prevenção e deteção precoce através de um cooperação pan-europeia com pólos feitos de parcerias público-privadas.

"Ninguém pode resolver isto sozinho. Não se pode ter recursos suficientes prontos porque não se sabe quando é que acontecerá um ataque. Temos visto ciberataques, por exemplo, ao sistema de nacional de saúde da Irlanda. Assistimos a ataques, preparados ao longo de meses sem serem detetados, aos Ministérios dos Negócios Estrangeiros", exemplificou Margrethe Vestager, vice-presidente da Comissão Europeia, na apresentação da medida, terça-feira, no Parlamento Europeu, reunido em sessão plenária, em Estrasburgo (França).

Além disso, a União Europeia instaurará um novo mecanismo de emergência capaz de responder a ataques em qualquer ponto do bloco. 

Esta é, efetivamente, uma área em que temos interesses alinhados, por forma a ter um ciberespaço em que as ameaças híbridas são enfrentadas em conjunto.
Cecilia Bonefeld Dahl
Diretora-geral, Europa Digital

A Europa Digital, associação de empresas do setor digital, considera fundamental a colaboração entre setor público e privado.

"Não há qualquer hipótese de o setor público ser capaz de o fazer sozinho. Nunca terão acesso às competências que nós temos. Esta é, efetivamente, uma área em que temos interesses alinhados, por forma a ter um ciberespaço em que as ameaças híbridas são enfrentadas em conjunto", disse a diretora-geral, Cecilia Bonefeld Dahl.

A proposta será financiada com 1100 milhões de euros, dos quais dois terços serão provenientes do orçamento europeu. O texto será revisto pelos Estados-membros e pelo Parlamento Europeu antes de entrar em vigor.

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