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UE e EUA tenham alinhar-se na relação comercial com China

Conferência de imprensa após reunião ministerial do Conselho de Comércio e Tecnologia UE-EUA, na Suécia.
Conferência de imprensa após reunião ministerial do Conselho de Comércio e Tecnologia UE-EUA, na Suécia. Direitos de autor Jonas Ekstromer/JONAS EKSTR'MER
Direitos de autor Jonas Ekstromer/JONAS EKSTR'MER
De  Christopher PitchersIsabel Marques da Silva
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A UE e os EUA chegaram a acordo sobre aumentar a cooperação transatlântica em matéria de tecnologias emergentes, comércio sustentável, segurança económica e prosperidade, conectividade segura e direitos humanos no ambiente digital.

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A União Europeia (UE) e os Estados Unidos afirmam que estão unidos na sua abordagem para lidar com a China, apesar das diferenças nos bastidores. O alegado comportamento anti-concorrencial do governo chinês foi um dos tópicos da da quarta reunião ministerial do Conselho de Comércio e Tecnologia UE-EUA, em Luleå, na Suécia.

Há muito que Washington apela aos aliados europeus para adotar uma posição mais dura em relação a Pequim. Destinado a reforçar a cooperação, o encontro foi visto como positivo pelo lado norte-americano em termos de criar uma frente comum.

"Todos beneficiamos do comércio e do investimento com a China, mas, ao contrário da dissociação, estamos concentrados na redução dos riscos. E ouvimos a mesma linguagem vinda de líderes de ambos os lados do Atlântico", disse Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA, que liderou a equipa negocial norte-americana.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tomou recentemente uma posição mais assertiva sobre o assunto, alinhando-se com a visão de Washington.

Nesta altura, ainda há relutância em seguir a mesma linha dos EUA. Os países europeus têm interesses importantes na relação comercial com a China. A atitude de confronto dos EUA é vista como problemática por essa razão.
Nicolas Poitiers
investigador, Bruegel

Mas há líderes de Estados-membros, nomeadamente os da França e da Itália, que não concordam necessariamente com esta abordagem, particularmente quando se trata de cortar ou reduzir os laços comerciais. Tal poderia afetar de forma significativa a balança comercial destes países.

"Nesta altura, ainda há relutância em seguir a mesma linha dos EUA. Os países europeus têm interesses importantes na relação comercial  com a China. Muitas empresas europeias ganham muito dinheiro na China. Mas, ao mesmo tempo, há um reconhecimento na Europa de que a China continuará a ser um actor importante no sistema global. A atitude de confronto dos EUA é vista como problemática por essa razão", explicou Niclas Poitiers, investigador do centro de estudos Bruegel, em declarações à euronews.

Acelerar controlo sobre inteligência artificial

Menos controversas são outras áreas de cooperação entre UE e os EUA que estiveram em debate na reunião. O desenvolvimento de um código de conduta voluntário conjunto para a inteligência artificial é um deles.

"Temos procedimentos legislativos diferentes. Serão necessários dois ou três anos, na melhor das hipóteses, para que tudo entre em vigor. E estamos a falar de uma aceleração tecnológica que é inacreditável. Pensamos que é realmente importante que os cidadãos possam ver que os regimes democráticos podem fazer o que é necessário", disse Margrethe Vestager, vice-presidente da Copmissão Europeia com a pasta da Concorrência.

As partes decidiram, ainda, aumentar a cooperação para ter um roteiro industrial sobre os sistemas de comunicações de sexta geração,uma tecnologia crítica a nível da economia, segurança e defesa.

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