UE adota 11º pacote de sanções contra Rússia

O chefe da diplomacia da Hungria, país que bloqueava a adoção do pacote
O chefe da diplomacia da Hungria, país que bloqueava a adoção do pacote Direitos de autor John Minchillo/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
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De  Jorge Liboreiro
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O Conselho da União Europeia (UE) adotou o 11º pacote de sanções contra Rússia, quarta-feira, sendo que um dos principais objetivos é evitar que haja entidades a facilitar a circunvenção das sanções anteriormente adotadas, permitindo que bens e recursos continuem a chegar à Rússia.

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A União Europeia está cada vez mais preocupada com o aumento acentuado das exportações de produtos dos seus Estados-membros para países da periferia da Rússia, tais como a Arménia, o Uzbequistão e o Cazaquistão, o que pode ser um sinal de que artigos proibidos estão a chegar às mãos do governo russo.

As novas sanções reforçam as proibições de exportação e visam as empresas não russas que se suspeita estarem a participar na circunvenção.

Introduzem, também, um novo mecanismo para restringir a venda e a transferência de tecnologia sensível e de produtos de dupla utilização (civil e militar) para outros países que se considere estarem a facilitar a chegada dos bens à Rússia.

O 11º pacote também coloca na lista de sancionados mais 71 pessoas e 33 entidades, acusadas de estarem envolvidas na deportação ilegal de crianças ucranianas para a Rússia.

Impasse durou semanas

O mecanismo marca uma evolução importante na política externa da UE, mas só será utilizado como último recurso e em casos excepcionais.

"Congratulo-me com o acordo político sobre o nosso 11º pacote de sanções. Será mais um golpe contra a máquina de guerra de Putin através de restrições apertadas de exportações, visando entidades que apoiam o Kremlin", afirmou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, no Twitter.

A adoção formal do pacote surge poucas horas depois de as autoridades ucranianas terem decidido retirar, temporariamente, cinco companhias de navegação gregas de uma lista de "patrocinadores internacionais da guerra".

A Grécia e a Hungria bloquearam durante semanas o acordo sobre estas novas sanções, propostas há mais de um mês, em protesto contra a inclusão de empresas nacionais na lista.

No entanto, o governo de Kiev manteve na lista do OTP Bank, o maior banco comercial da Hungria.

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