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Eleições espanholas poderão atrasar dossiês na UE?

Espanha lidera a presidência da UE depois da Suécia e antes da Bélgica
Espanha lidera a presidência da UE depois da Suécia e antes da Bélgica Direitos de autor Dati Bendo/ EC - Audiovisual Service
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De  Aida Sanchez AlonsoIsabel Marques da Silva
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Dentro de pouco mais de duas semanas, a Espanha leva a cabo eleições legislativas antecipadas, que o governo de centro-esquerda marcou para clarificar a situação interna do país. Mas a liderança da presidência do Conselho da UE poderá ser afetada, se houver mudanças em Madrid.

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O governo de centro-esquerda, de Pedro Sánchez, arrisca-se a ter de passar a liderança da presidência do Conselho da UE, que começou no início do mês, para o centro-direita, que poderá coligar-se com a extrema-direita.

Perante um cenário de possível volte-face em Madrid, a Comissão Europeia deu um voto de confiança às instituições espanholas.

"Quaisquer que sejam os resultados das eleições, confio que o governo espanhol e as instituições serão capazes de exercer uma presidência eficaz e tenho plena confiança no profundo espírito europeu de Espanha", referiu Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, quando visitou  Madrid, no início da semana, para a cerimónia de inauguração da presidência.

Mas as férias de verão estão à porta e o processo de formação do governo poderá demorar meses, ou mesmo exigir novas eleições. A liderança espanhola dos trabalhos comunitários poderia ficar penalizada.

Dossiês importantes para fechar

É um semestre crucial porque falta cerca de um ano para as eleições europeias e muitos dossiês devem ser concluídos. Entre eles, o Pacto de Migração e Asilo, a reforma do Pacto de Estabilidade e Crescimento e a revisão do orçamento plurianual (2021-2027).

Com um governo de outro partido, ou coligação, haveria mudanças nas equipas que preparam as reuniões dos ministros no Conselho da UE. Mesmo que seja mais uma questão de estilo do que substância, há o risco de ter menor produtividade no final do semestre.

"É verdade que as características de cada presidente do governo podem afetar a vocação de liderança. Nos últimos anos temos visto um desejo expresso de liderança de Espanha perante desafios como a pandemia ou, por exemplo, a invasão russa da Ucrânia, que à primeira vista pode parecer uma questão que não é prioritária para Espanha, mas quis exercer liderança", afirmou Raquel García, analista do Instituto Real Elcano, em entrevista à euronews.

"Neste sentido, resta saber se a pessoa que ocupará a presidência do governo após as eleições antecipadas de 23 de julho quererá manter este desejo de liderança. Descobriremos isso nos próximos meses", acrescentou.

Esta não é a primeira vez que um país realiza eleições a meio da sua presidência da UE. Aconteceu, recentemente, em França, mas Emmanuel Macron foi reeleito e nada mudou.

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