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Portugal é um dos contemplados com os 12 aviões de combate a incêndios da UE

Um avião Canadair lança água sobre um incêndio florestal na aldeia de Vati, na ilha de Rodes, no Mar Egeu, no sudeste da Grécia, na terça-feira, 25 de julho de 2023\.
Um avião Canadair lança água sobre um incêndio florestal na aldeia de Vati, na ilha de Rodes, no Mar Egeu, no sudeste da Grécia, na terça-feira, 25 de julho de 2023\. Direitos de autor Petros Giannakouris/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
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De  Mared Gwyn JonesIsabel Marques da Silva (Trad.)
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Artigo publicado originalmente em inglês

A Comissão Europeia anunciou que vai adquirir 12 novos aviões para aumentar a capacidade da sua frota aérea de combate a incêndios florestais, com o sul do bloco a ser o mais afetado pelos incidentes.

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Os 12 aviões "Canadair", muito procurados, serão totalmente financiados pela União Europeia, mas ficarão estacionados em bases, e serão legalmente propriedade, da Croácia, França, Grécia, Itália, Portugal e Espanha.

"Conseguimos, recentemente, um avanço  nas negociações com um potencial fabricante dos modelos mais procurados de Canadair, no sentido de retomar a produção global", disse o comissário europeu para a Gestão de Crises, Janez Lenarčič, à euronews.

"Vamos poder aumentar a frota aérea de combate a incêndios da RescEU (...) para responder aos incêndios tão devastadores que se estão a tornar uma nova normalidade", acrescentou.

No entanto, estes aviões não estarão disponíveis antes da época de incêndios florestais de 2027.

O anúncio foi feito numa altura em que os incêndios florestais assolam a zona do Mediterrâneo e do Norte de África, obrigando milhares de pessoas a deixar as suas casas. Já se registaram pelo menos 40 vítimas mortais.

Este mês, a Grécia e a Tunísia ativaram o Mecanismo de Proteção Civil da UE, que permite aos países solicitar a assistência de outras nações para combater os incêndios. Desde 18 de julho, quase 500 bombeiros e nove aviões de combate a incêndios foram enviados para esses dois países.

Mais de 180 mil hectares de floresta da UE já arderam este ano, devido a incêndios, o que representa um aumento de 29% em relação à média anual dos últimos 20 anos. Na Grécia, a área ardida está 83% acima dessa média.

A UE já tinha duplicado, no ano passado, a sua frota aérea destinado ao combate dos incêndios neste verão. O comissário Lenarčič explicou que era necessário dar resposta ao grande aumento dos grandes incêndios florestais na Europa, que ameaçam "muitos Estados-membros em simultâneo e, por conseguinte, exige capacidade para os países se entreajudarem". 

O Mecanismo de Proteção Civil da UE gere a situação num base de "expressões ad hoc de solidariedade". "Além disso, este ano continuaremos com o pré-posicionamento de forças terrestres de combate a incêndios para permitir uma rápida assistência europeia no terreno", acrescentou.

Combater as causas

A Comissão Europeia pretende combater as causas profundas da tendência de aumento dos incêndios florestais de grande intensidade, que é alimentada pelas alterações climáticas.

"Preparámos o Plano de Ação para a Prevenção de Incêndios Florestais com o objetivo de melhorar a capacidade administrativa e os conhecimentos das partes interessadas e aumentar os investimentos em ações de prevenção de incêndios florestais", afirmou Lenarčič.

De acordo com o comissário, no entanto, é essencial combater as causas profundas das alterações climáticas. Foi demonstrado que as condições meteorológicas extremas agravam os incêndios florestais, já que quando essas condições são mais quentes e secas conduzem a épocas de incêndio mais longas e mais ativas.

"A resposta mais eficaz para limitar os danos causados por estes impactos naturais devastadores nas vidas, nos meios de subsistência e no ambiente, bem como para evitar que o pior aconteça, é a transição ecológica", afirmou Lenarčič.

Embora a proteção civil seja uma competência nacional, com o apoio da UE através da coordenação de uma resposta eficiente, Lenarčič não renegou a perspetiva de um serviço de combate a incêndios a nível da UE, caso o aumento acentuado dos incêndios florestais persista.

"A probabilidade de se concretizar um cenário com um serviço de combate a incêndios de pleno direito a nível da UE depende, naturalmente, em primeiro lugar, dos próprios Estados-membros", afirmou.

"Independentemente de tais desenvolvimentos, a Comissão Europeia continuará a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para exercer a sua competência de apoio neste domínio", concluiu.

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