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UE: Descida de preço do gás vai levar ao fim dos subsídios à energia

Todos os Estados-membros tomaram medidas de política orçamental nacional para atenuar o impacto dos aumentos dos preços da energia
Todos os Estados-membros tomaram medidas de política orçamental nacional para atenuar o impacto dos aumentos dos preços da energia Direitos de autor Steven Senne/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Steven Senne/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
De  Aida Sanchez AlonsoIsabel Marques da Silva
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A crise energética na União Europeia (UE) parece ter chegado ao fim, um ano após uma escalada recorde dos preços. Deixaram de chegar aos consumidores as faturas com valores que eram o dobro ou mesmo o triplo do habitual, pelo que os apoios estatais deverão chegar ao fim.

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O preço do gás, sobre o qual se baseava o peço para a eletricidade em muitos países da UE, regressou ao nível que estava antes da guerra na Ucrânia, que eclatou há 18 meses.

Há um ano, o preços do gás atingiram o seu máximo histórico, de 300 euros por megawatt e o armazenamento era de 79% das necessidades da UE. Atualmente, o preço está nos 34 euros por megawatt e o armazenamento de gás está nos 92%.

Além disso, os países da UE chegaram a acordo sobre um mecanismo de correção do mercado que limitará os episódios de preços do gás extraordinariamente elevados, de modo a reduzir o impacto dos aumentos de preços nas famílias e empresasa. Na prática, será aplicado um preço máximo para as transações de gás quando os preços do gás atingirem níveis excepcionais.

"A volatilidade é da ordem dos 5%, 10% e até 20%, mas  flutuação não é tão dramática como temos visto no mercado. É preciso lembrar que as circunstâncias são, também, bastante encorajadores no que respeita, por exemplo, ao armazenamento de gás, que está acima dos 90%", explicou, à euronews, Simone Tagliapietra, analista no centro de estudos Bruegel, em Bruxelas.

"A procura de gás na Europa continua reduzida, na ordem dos 20%, face aos níveis anteriores à crise", acrescentou.

Subsídios devem ser apenas para os mais vulneráveis

Todos os Estados-membros tomaram medidas de política orçamental nacional para atenuar o impacto dos aumentos dos preços da energia nos consumidores e nas empresas.

Os governos devem devem ser muito seletivos e prestar apoio direcionado aos mais vulneráveis da sociedade.
Simone Tagliapietra
Analista, Bruegel

Desde o início da crise energética, em setembro de 2021, foram atribuídos e reservados 705,5 mil milhões de euros, no conjunto dos 27 países, para ajudar a lidar com o aumento dos custos da energia. Assim, os apoios estatais extraordinários para famílias e empresas deverão chegar ao fim.

"Enquanto que, no ano passado, os governos tiveram de entrar em campo com subsídios para as faturas de energia de todos, agora é muito importante deixar de o fazer, porque não estamos no centro de uma crise. Devem ser muito seletivos e prestar apoio direcionado aos mais vulneráveis da sociedade", acrescentou o analista.

Embora não se possa descartar uma surpresa neste inverno, espera-se que a situação se mantenha estável, até porque a UE está a investir na transição energética, apostando nas fontes renováveis, no nuclear e na diversificação de fornecedores.

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