"Estado da União": Discurso de von der Leyen relança a sua candidatura?

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De  Stefan GrobeIsabel Marques da Silva
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A semana ficou marcada por um dos pontos altos do calendário político na Europa: O discurso anual sobre o estado da União Europeia, pela presidente da Comissão Europeia. Mas será que Ursula von der Leyen se recandidatará a um segundo mandato, dentro de noves meses?

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Tradicionalmente, o discurso visa fazer o balanço do trabalho realizado no ano que decorreu e elencar as prioridades políticas para o próximo. Foi assim, na passada quarta-feira, com Von der Leyen a falar da igualdade de género, da migração, da economia e de muitos outros temas.

Por vezes, surpreendeu a audiência com anúncios políticos: "O mercado global está inundado de carros elétricos chineses mais baratos. E o seu preço é mantido artificialmente baixo através de subsídios estatais. Por isso, posso anunciar hoje que a Comissão vai lançar uma investigação anti-subvenções aos veículos elétricos provenientes da China", disse a líder do executivo comunitário, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

Ficou no ar a dúvida sobre se a presidente da Comissão Europeia tenciona recandidatar-se a um novo mandato de cinco anos, nas eleições europeias, em junho do próximo ano. Estará pronta para fazer campanha? Tem outras opções? Ou quer reformar-se?

A euronews entrevistou Jacob Kirkegaard, investigador no Fundo German Marshall e no Instituto Peterson para a Economia Internacional, e o analista não tem dúvidas.

"Penso que é bastante claro que ela se vai candidatar a outro mandato. Foi difícil para mim abstrair-me e não ver o discurso como eleitoralista. Faz parte da sua campanha eleitoral. Ela prometeu, claramente, a vários Estados-membros olhar por eles e protegê-los contra as consequências do Pacto Ecológico, da ascensão da China, dos desafios para o setor agrícola europeu, etc. Por isso, não penso que ela tenha de dizer, sublinhar ou tornar explícito que se vai candidatar. Acredito que sim. O conteúdo político do seu discurso, na minha opinião, deixou isso bem claro", referiu.

(Veja a entrevista na íntegra em vídeo)

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