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Conselho da UE menos ambicioso na diminuição de emissões dos veículos

 Comissão Europeia de reduzir significativamente as emissões de gases poluentes pelo setor dos transportes
Comissão Europeia de reduzir significativamente as emissões de gases poluentes pelo setor dos transportes Direitos de autor Martin Meissner/AP
Direitos de autor Martin Meissner/AP
De  Sandor ZsirosIsabel Marques da Silva
Publicado a Últimas notícias
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Cedendo à pressão da indústria automóvel, os Estados-membros da União Europeia (UE) aprovaram, segunda-feira, em Bruxelas, uma posição moderada sobre a Euro7. A norma define as emissões poluentes para automóveis, carrinhas, autocarros e camiões, e visa melhorar a qualidade do ar.

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Reunidos no Conselho da UE sobre Competitividade, segunda-feira, os ministros decidiram manter os limites de emissões para veículos particulares de passageiros e carrinhas.

Países com uma grande indústria automóvel, tais como a Chéquia, a França e a Itália, pressionaram os homólogos nesse sentido.

"Penso que se está a ir numa boa direção. Como já disse, nós, como um dos líderes do grupo com esta posição, estamos conscientes da importância da indústria automóvel, não só para a economia europeia, mas também para a indústria checa. Representa 10 % do PIB total, mais de 20 % do total das exportações. Por isso, temos de estar conscientes do seu impacto", disse Jozef Sílea, ministro da Indústria e do Comércio da Chéquia.

A decisão do Conselho da UE contradiz a proposta da Comissão Europeia de reduzir significativamente as emissões de gases poluentes na norma que substituirá a existente Euro6. Os governos dos Estados-membros alegou que é preciso um equilíbrio entre "os custos de investimento das marcas" e os "benefícios ambientais decorrentes do regulamento".

Oportunidade perdida?

Um argumento rejeitado pelos ambientalistas, tais como Anna Krajinska, membro da Federação Europeia dos Transportes e Ambiente: "Infelizmente, a posição do Conselho da UE é extremamente dececionante no que diz respeito às normas. A Euro7 era uma oportunidade para reduzir as 70 mil mortes causadas pelo transporte rodoviário todos os anos", explicou à euronews, referindo-se a mortes ligadas à poluição do ar. 

"Infelizmente, no caso dos automóveis, o Conselho da UE não está a melhorar os limites em relação à norma Euro6. Basicamente, isto significa que vamos ter os mesmos carros, apenas disfarçados com a norma euro7 ", acrescentou.

Só no caso dos autocarros e veículos comerciais pesados é que os limites de emissão serão ligeiramente inferiores aos existentes, segundo esta proposta.

Os governos da UE terão de negociar a sua posição com a do Parlamento Europeu. As norma Euro 7 deveria entrar em vigor em 2025, segundo a proposta da Comissão Europeia.

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