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UE pede pausa humanitária, mas não cessar-fogo na guerra Isarel-Hamas

Ao fim de duas semanas, esta é a guerra mais mortal entre Israel e movimentos palestinianos
Ao fim de duas semanas, esta é a guerra mais mortal entre Israel e movimentos palestinianos Direitos de autor THOMAS COEX/AFP or licensors
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De  Isabel Marques da SilvaMaria Psara com AFP
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A diplomacia da União Europeia (UE) advoga uma "pausa humanitária" para o Oriente Médio. Os ministros dos Negócios Estranegiros, reunidos, segunda-feira, no Luxemburgo, conseguiram chegar a consenso sobre este ponto, para assegurar ajuda para os palestinianos.

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As disvisões entre os Estados-membros da UE sobre como lidar com as partes no terreno de guerra não permitiram aprovar um pedido de cessar-fogo entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, como defende o secretário-geral da ONU, António Guterres .

"Que pessoa que seria contra um cessar-fogo? Um cessar-fogo significa que ninguém será morto naquele dia. Mas temos que pensar sobre quais são os objetivos. Para Israel, - e  penso que para o mundo ocidental - o objetivo ir atrás do Hamas, a organização terrorista que vem aterrorizando Israel há muitos anos", disse Krišjanis Karins, ministro dos Negócios Estrangeiros da Letónia.

"Há uma organização terrorista que controla Gaza, que dispara foguetes todos os dias, perpetrando ataques bárbaros mo território israelita. Portanto, a questão é como é que esse cessar-fogo deve ser estabelecido? Deve ser estabelecido por ambos os lados, para ser válido. E espero que ninguém se recuse a compreender que Israel tem o direito à autodefesa", afirmou Jan Lipavsky, ministro dos Negócios Estrangeiros da Chéquia.

Israel intensificou os ataques aéreos, segunda-feira, mas os Estados Unidos aconselharam o governo a adiar uma invasão terrestre para dar mais tempo para negociar a libertação de reféns feitos por militantes do Hamas.

Um pedido de cessar-fogo seria, basicamente, dizer aos israelitas: parem. E há várias pessoas, líderes da UE, que não concordam com isso. Eles gostariam que Israel tivesse a oportunidade de, como eles dizem, erradicar os elementos extremistas em Gaza.
James Moran
Analista no Centro de Estudos de Política Europeia

Ao nível da resposta militar, a posição comum oficial da UE é que Israel tem direito à autodefesa, desde que no respeito pelas regras do direito humanitário internacional.

"Um pedido de cessar-fogo seria, basicamente, dizer aos israelitas: parem. E há várias pessoas, líderes da UE, que não concordam com isso. Eles gostariam que Israel tivesse a oportunidade de, como eles dizem, erradicar os elementos extremistas em Gaza.. Não creio que eles o consigam. Contudo, essa é outra história. É uma discussão militar a ser travada", explicou James Moran, ex-diplomata e analista no Centro de Estudos de Política Europeia, em entrevista à euronews.

Outra linha oficial da UE é que é necessário um novo processo de mediação internacional, assim que possível, que permita implementar a solução política de dois estados soberanos, prevista numa resolução da ONU.

Esta é já a mais mortal das cinco guerras entre o governo de Israel e forças palestinianas, para ambos os lados. O Hamas afirmou, hoje, que 5,087 palestinianos, a maioria civis, incluindo 2,055 crianças, foram mortos na Faixa de Gaza, sobretudo devido aos ataques aéreos que destruíram bairros inteiros.

Mais de 1,400 pessoas foram mortas em Israel, a maioria delas civis, no dia 7 de outubro, de acordo com as autoridades do país. D acordo com o exército israelita, o Hamas sequestrou 222 reféns, tanto israelitas quanto estrangeiros.

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