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UE dá mais 25 milhões de euros de ajuda humanitária para a Faixa da Gaza

Ursula von der Leyen disse que Gaza não pode ser um refúgio para terroristas, mas também não deve ser ocupada por Israel
Ursula von der Leyen disse que Gaza não pode ser um refúgio para terroristas, mas também não deve ser ocupada por Israel Direitos de autor European Union, 2023.
Direitos de autor European Union, 2023.
De  Isabel Marques da Silva
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A Comissão Europeia vai disponibilizar mais 25 milhões de euros para enviar ajuda humanitaria para a Faixa de Gaza, anunciou a presidente, Ursula von der Leyen, segunda-feira, na reuniao anual, em Bruxelas, dos embaixadores da União Europeia (UE) que lideram representações em todo o mundo.

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Ursula von der Leyen sublinhou que a Faixa de Gaza não pode ser um refúgio para grupos terroristas, mas também não deve ser ocupada por Israel e avançou que há várias opções para alcançar este objetivo, nomeadamente a presença de uma força de paz internacional sob mandato da ONU.

Não ao bloqueio contínuo de Gaza. Esta política não funcionou. O Hamas continuou a aumentar o seu arsenal, enquanto que a economia de Gaza entrou em colapso. Portanto, é exatamente o oposto do que queremos.
Ursula von der Leyen
Presidente, Comissão Europeia

O bloqueio terrestre, aéreo e marítimo aplicado por Israel na Faixa de Gaza, desde que o movimento jihadista Hamas asuumiu o controlo deste, em 2007, criou uma espécie de prisão ao ar livre para dois milhões de pessoas, dos quais quase metade são menores de idade.

A presidente da Comissão Europeia disse que é preciso reconhecer que essa estrategia não produzirá resultados: "Não ao bloqueio contínuo de Gaza. Esta política não funcionou. O Hamas continuou a aumentar o seu arsenal, enquanto que a economia de Gaza entrou em colapso. Portanto, é exatamente o oposto do que queremos. 70% dos jovens em Gaza estão desempregados. Isso só pode levar a mais radicalização, todos sabemos disso aqui na sala”.

Desde a guerra entre Israel e o Hamas desencadeada pelo ataque mortal do movimento islâmico palestiniano, a 7 de outubro, em solo israelita (mais de 1400 pessoas foram mortas e mais de duas centenas feitas reféns), a UE criou uma ponte aérea a favor da Faixa de Gaza. 

Em oito voos para o Egipto, que tem uma passagem fronteiriça para este território palestiniano em Rafah, foi realizada a entrega de 65 toneladas de ajuda humanitária.

A situação humanitária em Gaza é “catastrófica” e o número de vítimas palestinianas é “trágico”, sublinhou o presidente da Comissão, sublinhando que o Hamas utilizou civis como “escudos humanos”. “É horrível e é pura maldade”, disse.

Israel tem realizado intensos bombardeamentos , que causaram cerca de dez mil mortos, segundo o governo do Hamas, com a ONU e vários países a apelar  uma trégua humanitária.

Solução de dois Estados

A líder do executivo comunitário reiterou o apoio dos 27 países da UE a uma solução politica que permita a coexistencia de dois Estados independentes, um para Israel e outro para a Palestina, como previsto numa resolução da ONU de 1947 (o Estado de Israel foi criado em 1948, mas numa guerra, em 1967, ocupou muito do território árabe palestiniano  e continua a fazer mais colonatos).

A Faixa de Gaza é um dos dois territórios palestinianos, sendo o segundo a Cisjordânia, sob liderança da Autoridade Palestiniana, reconhecida internacionalmente.

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