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Moldova combaterá oligarcas com ligação à Rússia para acelerar adesão à UE

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Moldávia, Nicu Popescu
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Moldávia, Nicu Popescu Direitos de autor Virginia Mayo/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Virginia Mayo/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
De  Mared Gwyn JonesSandor Zsiros
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Artigo publicado originalmente em inglês

A Moldova vai limitar a "influência tóxica" dos oligarcas apoiados pela Rússia, e que tentam minar a democracia do país, durante o seu processo de adesão à União Europeia (UE), disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Nicu Popescu, à Euronews.

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"Temos uma situação complicada, com oligarcas criminosos a tentarem desestabilizar a Moldova, trabalhando em conjunto com a Rússia, injetando dezenas de milhões de euros no sistema político moldavo, numa tentativa de comprar eleições", explicou o chefe da diplomacia, Nicu Popescu, em entrevista à euronews, depois da Comissão Europeia ter recomendado, quarta-feira, que sejam abertas negociações para a adesão do país à UE.

A presidente da Moldova, Maia Sandu, também já tinha alertado para o facto de haver partidos "pagos pelo Kremlin" que estão a tentarsubjugar o país interesses estrangeiros.

"Continuaremos a trabalhar, em cooperação com a UE e os nossos parceiros, para limitar a influência tóxica dos oligarcas no sistema político moldavo e as suas tentativas de fazer descarrilar a Moldova através de ataques híbridos", acrescentou Popescu.

Na sequência da recomendação da Comissão Europeia, caberá aos chefes de Estado e de governo da UE decidir, numa cimeira em dezembro, se haverá abertura de conversações formais com este país e com a Ucrânia, que recebeu a mesma recomendação (ambos receberam estatuto de candidatos em junho de 2022).

É a primeira vez que o executivo comunitário dá luz verde às negociações de adesão antes de os países candidatos terem cumprido integralmente os critérios necessários estabelecidos nos Tratados da UE, tais como as reformas judiciais e as medidas anti-corrupção.

Um alto funcionário da UE disse aos jornalistas, na quarta-feira, que a Moldova completou "mais de 90% das suas reformas", sugerindo que o país estava à frente da Ucrânia na sua preparação para as negociações. Mas falta fazer muito trablho no sistema judicial, bem como no combate à corrupção.

Uma questão de mérito

Questionado sobre se prevê que o seu país se mantenha a par da Ucrânia no caminho a trilhar, Popescu sublinhou que os progressos devem basear-se no mérito.

Não devemos esquecer que a integração europeia foi criada como um mecanismo, na década de 1950, para pacificar a Europa, democratizar a Europa, consolidar a paz e a democracia na Europa. Este processo de alargamento da UE tem exatamente o mesmo objetivo hoje em dia.
Nicu Popescu
Ministro dos Negócios Estrangeiros, Moldova

"Acreditamos num processo baseado no mérito e temos os olhos postos nos passos técnicos necessários para que a Moldova possa aderir à União Europeia", afirmou.

"Não devemos esquecer que a integração europeia foi criada como um mecanismo, na década de 1950, para pacificar a Europa, democratizar a Europa, consolidar a paz e a democracia na Europa. Este processo de alargamento da UE tem exatamente o mesmo objetivo hoje em dia", acrescentou.

"Devemos reconhecer que a Moldova está em paz graças à Ucrânia, graças à capacidade da sociedade ucraniana, do exército ucraniano e da liderança política ucraniana para resistir à agressão brutal da Rússia", explicou Popescu.

"Tomámos emprestada alguma metodologia de outros países"

Muitos países candidatos à adesão à UE têm defendido uma entrada faseada no bloco, em substituição do tradicional modelo de adesão "tudo ou nada".

Bruxelas está a ensaiar meios para integrar lentamente os países candidatos, incluindo a Moldova, oferecendo acesso limitado à zona de comércio livre e isenção de vistos para liberdade de circulação.

A Moldova também participa na plataforma comum do bloco para a compra de gás, o que permitiu ao país livrar-se da forte dependência do gás importado da Rússia.

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Mas Popescu disse que, embora a integração faseada traga benefícios para os cidadãos moldavos, o seu país está a pensar numa adesão de pleno direito.

A Moldova está também a interagir com outros países na "sala de espera da UE" para partilhar experiências, segundo Popescu.

"Temos um intercâmbio constante de experiências com a Ucrânia, com a Macedónia do Norte, com a Sérvia e com a Albânia. Estamos a aprender uns com os outros", explicou.

"Tomámos emprestada alguma da metodologia que outros países candidatos utilizaram no seu processo de adesão à União Europeia. Estamos a aprender com alguns dos seus erros. Por isso, temos uma excelente cooperação e coordenação com a Ucrânia, mas também com os países dos Balcãs Ocidentais", referiu.

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