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UE pede contenção a Israel face a crise nos hospitais em Gaza

Conselho da UE debatee guerra Israel-Hamas, entre outros conflitos
Conselho da UE debatee guerra Israel-Hamas, entre outros conflitos Direitos de autor European Union
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De  Isabel Marques da SilvaMaria Psara
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A União Europeia condena o Hamas por utilizar os civis palestinianos e os hospitais na Faixa de Gaza como escudos. Na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros, segunda-feira, em Bruxelas, houve, também, um apelo para que Israel mostre contenção face à situação limite nos hospitais.

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“Pedimos a Israel que mostre a máxima contenção, a fim de salvar as vidas de civis. Condenamos a utilização pelo Hamas de pessoas nos hospitais como escudos, mas também expressamos a nossa preocupação pela terrível situação dos hospitais, que estão a ser fortemente afetados pelos bombardeamentos”, disse Josep Borrell, chefe da diplomacia da UE, aos jornalistas, antes da entrada para a reunião. 

Segundo o Hamas, todos os hospitais no Norte de Gaza estão fora de serviço. Além de estarem a ser alvo de ataques, a falta de combustível levou ao corte de eletricidade e a situação é terrível, comentou o governante do Luxemburgo, Jean Asselborn.

"Temos que ver o que está a acontecer nos hospitais em Gaza. Não são campos de batalha. Temos que ouvir, na minha opinião, os Médicos Sem Fronteiras, a direção da Organização Mundial da Saúde que dizem que a situação é terrível para os pacientes nos cuidados intensivos. Não há oxigénio, não há água, não há remédios, então essas pessoas vão morrer”, referiu o ministro.

Jospe Borrell vai fazer, esta semana, um périplo pelo Médio Oriente (Israel, Palestina, Bahrein, Arábia Saudita, Qatar e Jordânia) para debater o conflito atual e a crise humanitária que gerou, mas também a pacificação a longo prazo. "Precisamos de um horizonte político com vista à solução de dois Estados. Isso só pode ser obtido com base no diálogo", escreveu na plataforma social X.

Alemanha trava pedido de cessar-fogo

Mas as divisões permanecem no Conselho da UE já que a posição oficial é, por enquanto, de pedir pausas humanitárias para permitir a entrada de mais ajuda em Gaza. Mas alguns Estados-membros, incluindo Espanha e Bélgica, desejam que se apele ao cessar-fogo, algo inviabilizado pela Alemanha.

"Compreendo perfeitamente o impulso nesta situação terrível, onde crianças, pessoas, mulheres, mães, famílias inocentes não só sofrem terrivelmente, mas também morrem. Compreendo o ímpeto para um cessar-fogo. Mas os impulsos não são suficientes para ajudar as pessoas a garantir verdadeiramente a segurança e a paz",  Annalena Baerbock, ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha.

A União Europeia pede mais corredores humanitários para a saída dos civis e mais pontos de acesso para a entrada da ajuda humanitária, iniciando, esta semana, a segunda fase da ponte aérea com bens essenciais para a Gaza. Na primeira fase foram enviados oito aviões com alimentos, água e medicamentos, mas não há distribuição de combustível devido a uma proibição de Israel da entrada desse bem.

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