Hungria firme na oposição à adesão da Ucrânia à UE

O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Szijjártó, afirmou que seria "irresponsável" se a UE decidisse abrir negociações de adesão com a Ucrânia.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Szijjártó, afirmou que seria "irresponsável" se a UE decidisse abrir negociações de adesão com a Ucrânia. Direitos de autor Virginia Mayo/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
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Artigo publicado originalmente em inglês

Tensão aumenta na União Europeia com a Hungria a opor-se firmemente ao início das conversações de adesão da Ucrânia.

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No Conselho de Negócios Estrangeiros da UE, os Estados-Membros não esconderam o descontentamento face à posição da Hungria.

"A única forma de ler a posição húngara, não apenas em relação à Ucrânia mas em relação a muitas outras questões, é que eles são contra a Europa e tudo o que a Europa representa", disse Gabrielius Landsbergis, ministro dos Negócios Estrangeiros da Lituânia.

Na cimeira da União Europeia, que começa na quinta-feira, em Bruxelas, os líderes vão debater o início das negociações de adesão da Ucrânia. 

Um apoio adicional de 50 mil milhões de euros para a defesa contra a invasão russa também vai estar em cima da mesa.

A Hungria está a bloquear ambas as questões.

Dmytro Kuleba, ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, diz que está muito em jogo. "Não consigo imaginar. Nem sequer quero falar das consequências devastadoras que ocorrerão se o Conselho não conseguir tomar esta decisão, não só no que diz respeito à Ucrânia, mas num sentido mais amplo, sobre a questão do alargamento como um todo", afirmou.

A Hungria decidiu manter o veto por considerar que a Ucrânia não está pronta para as negociações de adesão.

"A nossa posição é clara: atualmente, a situação não é a certa. A situação não está pronta para que a UE inicie as negociações de adesão. Não se trata de uma posição tática da nossa parte, mas de uma posição bem fundamentada", explicou Péter Szijjártó, ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria.

A Ucrânia discorda e assegura que está a satisfazer os pedidos do bloco no que diz respeito à luta contra a corrupção e às reformas da justiça, a uma velocidade recorde.

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