Nicolas Schmit: "Precisamos de uma Europa social"

Nicolas Schmit no congresso do PSE em Roma
Nicolas Schmit no congresso do PSE em Roma Direitos de autor Alessandra Tarantino/AP
De  Isabel Marques da Silva
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O luxemburguês, atual Comissário Europeu para o Emprego e Direitos Sociais, é o candidato principal do Partido dos Socialistas Europeus às eleições europeias de junho.

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O chanceler alemão Olaf Scholz foi um dos muitos a afirmar que a alma da Europa está em risco devido à ascensão da extrema-direita, no discurso no congresso do Partido dos Socialistas Europeus (PSE), este sábado, em Roma.

As vozes do centro-esquerda acusam os conservadores de normalizarem a extrema-direita. Uma acusação que se vai repetir durante os próximos meses de campanha para as eleições europeias. Para levar essa mensagem está o principal candidato desta família política, Nicolas Schmit, que explicou o manifesto político à Euronews: "Temos de ter uma Europa social onde nenhum cidadão se sinta deixado para trás. Queremos cuidar dos cidadãos, de todos aqueles que podem enfrentar dificuldades no poder de compra, mas também com as transições e mudanças na nossa economia. Não os vamos deixar para trás", disse o spitzenkandidat do PES.

Temos de ter uma Europa social onde nenhum cidadão se sinta deixado para trás.
Nicolas Schmit
Candidato principal do PSE às eleições europeias

O luxemburguês, que é atualmente Comissário Europeu para o Emprego e Direitos Sociais, está a concorrer para tirar a presidência da Comissão Europeia a Ursula von der Leyen, que se candidata a um segundo mandato em nome do Partido Popular Europeu (PPE), de centro-direita. As sondagens colocam os socialistas na segunda posição, atrás do PPE.

No que diz respeito aos cargos de topo nas instituições europeias, o centro-esquerda tem agora o Alto Representante para a Política Externa, Josep Borrell. No próximo mandato, os socialistas devem lutar pela presidência do Conselho Europeu,que reúne os líderes dos 27 países da União"

Entre os líderes socialistas, o primeiro-ministro português António Costa foi mencionado para o cargo.

Como vai abandonar o governo em breve, disse que o futuro político está em aberto, mas que ainda é cedo para decidir: "Um debate entre as diferentes famílias políticas irá discutir as funções a desempenhar e distribuir. Até lá, veremos o que vai acontecer", disse Costa.

O lema do manifesto é "A Europa que queremos: social, democrática e sustentável". É necessário um Pacto Verde e Social reformado, disse a líder dos socialistas no Parlamento Europeu, Iratxe Garcia, à Euronews: "É nossa responsabilidade, enquanto europeus, cuidar do planeta para as próximas gerações. Por isso, agora temos de começar já as políticas e medidas para combater as alterações climáticas e fazê-lo de uma forma que seja uma transição justa, que as alterações climáticas não sejam pagas por aqueles que estão em maiores dificuldades."

O custo das alterações climáticas não pode ser pago por quem está em maiores dificuldades.
Iratxe García
Líder do grupo S&D no Parlamento Europeu

Os socialistas prometeram também continuar a ajudar a Ucrânia, promover a paz no Médio Oriente e obter mais orçamento para uma melhor defesa e segurança da União, futuramente alargada a mais países.

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