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Confrontos, estradas bloqueadas e detenções na Geórgia após aprovação da "lei russa"

Protesto na Geórgia contra a lei da "influência estrangeira".
Protesto na Geórgia contra a lei da "influência estrangeira". Direitos de autor Zurab Tsertsvadze/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Zurab Tsertsvadze/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
De  Euronews
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Confrontos entre polícia e manifestantes junto ao parlamento resultaram em 13 detenções. Milhares bloquearam estradas na capital Tbilisi em protesto. Estados Unidos ameaçam cortar financiamento à Geórgia. Primeiro-ministro georgiano diz que lei garante soberania e "paz duradoura".

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A aprovação da controversa lei da "influência estrangeira" da Geórgia, com 84 votos a favor e 30 contra, provocou esta terça-feira mais uma forte vaga de protestos no país.

No exterior do parlamento, manifestantes envolveram-se em confrontos com a polícia de choque, o que resultou na detenção de 13 pessoas, informou o Ministro do Interior da Geórgia. Os agentes da autoridade usaram gás lacrimogéneo para dispersar a multidão e várias pessoas tiveram de receber assistência médica. 

No centro de Tbilisi, milhares de pessoas bloquearam praças, estradas e avenidas em protestos que se prolongaram noite fora contra uma lei que, segundo os críticos, reprime a liberdade de imprensa e afasta a Geórgia da União Europeia. 

"Independência e soberania"

O primeiro-ministro da Geórgia afirmou que a aprovação da lei sobre a influência estrangeira, que há semanas origina protestos em massa em todo o país, garante a independência do país e as condições necessárias para a integração na União Europeia.

"Hoje é o dia mais importante em termos de reforço da independência e da soberania do nosso país.", declarou Irakli Kobakhidze.

"A adoção da lei sobre "Transparência da Influência Estrangeira" cria fortes garantias de paz e tranquilidade a longo prazo na Geórgia e de superação da chamada polarização, que é uma condição necessária para a integração da Geórgia na União Europeia". acrescentou.

A lei exige que os meios de comunicação social e as organizações não comerciais se registem como "prosseguindo os interesses de uma potência estrangeira" se receberem mais de 20% do seu financiamento do estrangeiro, impondo multas em cao de infração.

Os opositores falam numa "lei russa", comparando-o à legislação utilizada pelo regime de Vladimir Putin para silenciar os críticos. 

Estados Unidos ameaçam cortar financiamento

A Casa Branca afirmou estar "profundamente preocupada" com o facto de o parlamento da Geórgia ter aprovado o projeto de lei, tendo o Departamento de Estado alertado para a possibilidade de sanções. 

"Se a lei avançar em desconformidade com as normas da UE e se houver aqui um enfraquecimento da democracia e violência contra manifestantes pacíficos, então veremos restrições por parte dos Estados Unidos", avisou James O'Brien, Secretário de Estado Adjunto dos Estados Unidos para a Europa.

Sinalizando o receio de Washington de que os georgianos estejam mais uma vez a alinhar-se com a Rússia, O'Brien sugeriu que o financiamento norte-americano poderia ser retirado em breve.

Segundo O'Brien, os Estados Unidos gastaram milhares de milhões de dólares na reconstrução da Geórgia após a queda da União Soviética e estão previstas centenas de milhões de dólares adicionais para a economia e as forças armadas do país.

O primeiro-minsitro da Geórgia, que se encontrou com James O'Brien na terça-feira, responde que "as sanções só prejudicariam aqueles que as impõem".

"Não queremos que a reputação dos EUA seja prejudicada e apelamos aos nossos parceiros para que pensem em parcerias".

Também o antigo presidente da Banco da Geórgia deixou críticas à lei da "influência estrangeira". 

"O governo georgiano, que agora pode ser chamado abertamente de governo russo, decidiu mudar a direção da política externa para a Rússia e basicamente copiou as mesmas leis que Putin introduziu", disse Giorgi Kadagidze.

O projeto de lei segue agora para a presidente Salome Zourabichvili, que afirmou que o vetará. No entanto, esta decisão pode ser anulada por outra votação no parlamento, controlado pelo partido no poder e pelos seus aliados, se conseguirem reunir 76 votos.

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