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Nancy Faeser, ministra do Interior da Alemanha, alerta para ameaças de segurança

A ministra do Interior alemã, Nancy Faeser,durante uma conferência de imprensa em Berlim. 21 Maio de 2024.
A ministra do Interior alemã, Nancy Faeser,durante uma conferência de imprensa em Berlim. 21 Maio de 2024. Direitos de autor Kay Nietfeld/(c) Copyright 2024, dpa (www.dpa.de). Alle Rechte vorbehalten
Direitos de autor Kay Nietfeld/(c) Copyright 2024, dpa (www.dpa.de). Alle Rechte vorbehalten
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Nancy Faeser, ministra do Interior da Alemanha, disse que o país está a lutar contra ameaças internas e externas. Extremismos e espionagem da Rússia e da China são algumas delas.

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A ministra do Interior, Nancy Faeser, pronunciou-se esta terça-feira, em Berlim, sobre a segurança nacional do país. "A nossa democracia é forte, mas também está sob uma pressão considerável", disse ao abrigo da apresentação do relatório 2023 sobre a proteção da Constituição.

As ameaças a que a ministra se refere estão ligadas ao extremismo de direita, que ganha força um pouco por toda a Europa, e ao aumento das atividades de espionagem por parte da Rússia e da China. A situação de segurança é classificada como "tensa", mas ministra recusa-se a "deixar intimidar."

A insegurança, contudo, não se limita à Alemanha, mas sim a toda a Europa. Faeser afirmou que a guerra da Rússia na Ucrânia continua a "pôr em causa a ordem de paz europeia" e que a guerra em Gaza está "infelizmente a ter um impacto" na Alemanha referindo-se às ameaças de "extremismo e terrorismo."

Espionagem na Alemanha

A ministra do Interior da Alemanha disse também que a Rússia, a China e o Irão têm utilizado os seus serviços secretos e de espionagem para espiar o país.

O Ministério Público já prendeu, inclusive, suspeitos responsáveis por operações de sabotagem planeadas pela Rússia. "As nossas autoridades de segurança atuaram de forma muito coerente e impediram possíveis ataques explosivos na Alemanha. Continuaremos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para impedir tais planos", declarou.

Na mesma conferência de imprensa, Thomas Haldenwang, diretor da agência de informação interna, alertou também para o facto de não haver "muitas notícias positivas" em matéria de segurança relativa a 2023 e, várias tendências negativas, se mantêm para este ano.

Segundo o Relatório sobre a Proteção da Constituição de 2022, as principais ameaças incluem o aumento dos crimes de direita em quase 4% no período em análise, com crimes atribuídos aos grupos extremistas Reichsbürger e Selbstverwalter a aumentarem 34% no mesmo período.

O número de extremistas de direita potencialmente violentos aumentou de 14 000 em 2022 para 14 500 no ano passado, de acordo com o relatório de 2023 da agência alemã de informações internas. "As atividades da chamada Nova Direita continuaram a aumentar", afirmou Haldenwang.

O número total de crimes de extrema-direita aumentou em mais de 22% para 25 660, com mais de metade dos crimes envolvendo propaganda, segundo a agência. As infrações violentas de extrema-direita aumentaram 13%, para 1 148, das quais 1 016 envolveram danos corporais.

No entanto, também os "extremistas de esquerda violentos" continuam a constituir uma ameaça de grau elevado, reiterou o presidente do Serviço Federal Alemão para a Proteção da Constituição.

A prova disso são os "ataques brutais e bem planeados contra opositores políticos, a violência considerável contra a polícia e os graves ataques incendiários a empresas e infra-estruturas críticas", afirmou Haldenwang.

A cena islâmica na Alemanha, com tendências anti-semitas, também continua a ser uma ameaça.

O risco de ataques jihadistas aumentou desde o ataque terrorista do Hamas a Israel. A Alemanha é o foco para muitos grupos terroristas islâmicos, mas os autores individuais radicalizados também representam uma grande ameaça. O conflito no Médio Oriente atuou "como um acelerador do antissemitismo na Alemanha." O número de crimes e atos de violência com motivação ideológica extremista estrangeira aumentou em mais de metade (56,6%).

A Alemanha recebe o Campenato Europeu de Futebol até ao dia 14 de julho de 2024 e tendo em conta as ameaças a que está sujeito, desde terrorismo, hooliganismo e cibersegurança, reforçou as medidas de segurança. A polícia está 100% mobilizada, com os agentes proibidos de tirar férias durante o torneio.

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