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Sondagens à boca das urnas dão vitória a partido de extrema-direita na Áustria

Herbert Kickl, líder do Partido da Liberdade da Áustria
Herbert Kickl, líder do Partido da Liberdade da Áustria Direitos de autor  AP Photo/Heinz-Peter Bader
Direitos de autor AP Photo/Heinz-Peter Bader
De Manuel Ribeiro  & euronews com AP
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Fecharam as mesas de voto a contar para as eleições parlamentares na Áustria. De acordo com as sondagens feitas à boca da urna, o Partido da Liberdade deverá sair vencedor.

O Partido da Liberdade, de extrema-direita, deverá vencer as eleições nacionais na Áustria, pela primeira vez após a Segunda Guerra Mundial.

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De acordo com os resultados à boca da urna, o Partido da Liberdade (FPÖ) terá 29,1% dos votos. O Partido Popular Austríaco ( ÖVP), de centro-direita e do atual chanceler Karl Nehammer, terá 26,2% dos votos. O Partido Social-Democrata da Áustria, ou SPÖ, está em terceiro lugar, com 20,4%.

“O eleitorado pronunciou-se. Mudança é precisa no nosso país", disse o secretário-geral do Partido da Liberdade, Michael Schnedlitz, embora reconheça que “ainda não temos o resultado final”, que será conhecido apenas na segunda-feira, 30 de setembro.

Eis os resultados da sondagem da Foresight para a televisão ORF divulgados às 17h00 locais (16h00 em Lisboa):

  • FPÖ - 29,1
  • ÖVP - 26,2
  • SPÖ - 20,4
  • NEOS (liberal) - 8,8
  • GRÜNE - 8,6
  • KPÖ - 2,9
  • Beerparty - 2,1

(margem de erro: intervalo de +/- 1,5 %)

O Partido da Liberdade (FPÖ - Freiheitliche Partei Österreich), de extrema-direita, parece ser o mais popular entre os eleitores austríacos, preocupados com a imigração, a inflação e a guerra na Ucrânia.

Herbert Kickl, antigo ministro do Interior e estratega de campanha de longa data que lidera o Partido da Liberdade desde 2021, poderá tornar-se o novo chanceler da Áustria.

Mas para se tornar o novo líder da Áustria, o ex-ministro vai precisar de um parceiro de coligação para alcançar uma maioria na câmara baixa do parlamento austríaco - os seus rivais já disseram que não trabalhariam com Kickl.

O secretário-geral do Partido Popular Europeu, Christian Stocker, reconheceu que "não alcançámos o primeiro lugar", mas afirmou que o seu partido tinha recuperado de uma classificação inferior nas sondagens. E reiterou a recusa de Nehammer em formar uma coligação com Kickl - "foi o caso ontem, é o caso hoje e continuará a ser o caso amanhã".

O chanceler austríaco Karl Nehammer fala aos meios de comunicação social à porta de uma assembleia de voto em Viena,
O chanceler austríaco Karl Nehammer fala aos meios de comunicação social à porta de uma assembleia de voto em Viena, AP Photo

O candidato da extrema-direita tem estado envolto de polémica, especialmente, quando usou o termo "Volkskanzler", ou "chanceler do povo", o mesmo termo que foi usado pelos nazis para descrever Adolf Hitler na década de 1930. Kickl, entretanto, escusou-se ao rejeitar essa comparação.

O regresso da extrema-direita

Em junho, o Partido da Liberdade ganhou por pouco uma votação a nível nacional pela primeira vez nas eleições para o Parlamento Europeu, que também trouxe ganhos para outros partidos europeus de extrema-direita.

Kickl conseguiu uma reviravolta desde as últimas eleições parlamentares da Áustria em 2019 onde viu o seu apoio cair para 16,2% depois de um escândalo ter derrubado um governo em que era o parceiro de coligação. O então vice-chanceler e líder do Partido da Liberdade, Heinz-Christian Strache, demitiu-se na sequência da publicação de um vídeo gravado secretamente em que parecia oferecer favores a um suposto investidor russo.

Tal como referido, a extrema-direita aproveitou a frustração dos eleitores com a inflação elevada, a guerra na Ucrânia e a pandemia de COVID-19. Também se baseou nas preocupações com a migração no país.

No seu programa eleitoral, intitulado "Fortaleza Áustria", o Partido da Liberdade apela à "remigração dos estrangeiros indesejados", à criação de um país mais "homogéneo" através de um controlo rigoroso das fronteiras e da suspensão do direito de asilo através de uma "lei de emergência".

O Partido da Liberdade também pede o fim das sanções contra a Rússia, critica fortemente a ajuda militar ocidental à Ucrânia e quer sair da Iniciativa Escudo Celestial Europeu, um projeto de defesa antimíssil lançado pela Alemanha.

Mais de 6,3 milhões de pessoas com 16 anos ou mais estavam aptas a votar para o novo parlamento da Áustria.

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