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Relações transatlânticas entraram num "novo mundo", afirma Stéphane Séjourné

O Vice-Presidente da Comissão Europeia, Stéphane Séjourné
O Vice-Presidente da Comissão Europeia, Stéphane Séjourné Direitos de autor  EC - Audiovisual Service
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As recentes tensões entre a UE e os Estados Unidos sobre a Gronelândia e a ameaça americana de direitos aduaneiros marcam um ponto de viragem geopolítico, segundo Stéphane Séjourné, vice-presidente da Comissão Europeia.

Poucas horas depois do seu discurso em Davos, Donald Trump, anunciou que abandonava o seu projeto de aplicar direitos aduaneiros a oito países europeus no próximo mês, nesta que configura mais uma reviravolta política protagonizada pelo presidente dos Estados Unidos.

Este recuo representa um alívio para a União Europeia, mas para o vice-presidente da Comissão Europeia Stéphane Séjourné, as recentes tensões com Washington marcam uma viragem geopolítica, "um novo mundo".

Numa entrevista à Euronews, Stéphane Séjourné explica que a UE e os Estados Unidos continuam a ser parceiros, mas, atualmente "parceiros concorrentes". "Concorrentes nos mercados, uma vez que o presidente Trump vê as coisas dessa forma, e temos de ter isso em conta, e também concorrentes no palco geopolítico. Temos de ter em conta esta dinâmica e este contexto", explicou à Euronews.

Donald Trump decidiu suspender as tarifas anunciadas ao mesmo tempo que anunciou que haviam sido lançadas as bases para um "futuro acordo" com a NATO sobre a Gronelândia. O presidente norte-americano encontrou-se com o secretário-geral da Aliança, Mark Rutte, em Davos, na quarta-feira.

Donald Trump procura conquistar o território ártico face ao que considera serem as ambições expansionistas da Rússia e da China. O anúncio feito por Washington na quarta-feira indica que qualquer ameaça militar parece agora ter sido excluída.

De acordo com o vice-presidente da Comissão, esta decisão é o resultado da solidariedade demonstrada pelos europeus. Stéphane Séjourné considera que os 27 Estados-membros foram capazes de se manter unidos porque o risco de uma eventual intervenção americana afetava valores fundamentais. Há vários dias que os dirigentes europeus vinham a falar de uma resposta firme à pressão americana.

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