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Países da UE devem encontrar recursos "sem dívidas conjuntas", diz eurodeputado Riho Terras à Euronews

Riho Terras é um eurodeputado estónio do Partido Popular Europeu
Riho Terras é um eurodeputado estónio do Partido Popular Europeu Direitos de autor  EbS
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De Vincenzo Genovese & Maria Tadeo
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Em entrevista ao programa matinal Europe Today, da Euronews, Riho Terras, eurodeputado do PPE, afirmou que os Estados-membros da UE devem abster-se de emitir dívida comum para financiar as suas despesas com a defesa.

"Os países devem encontrar os seus próprios recursos para aumentar as suas despesas com a defesa e não fazê-lo em conjunto", afirmou o eurodeputado estónio Riho Terras (PPE) ao programa matinal Europe Today, da Euronews, em Estrasburgo, referindo-se à possível emissão de dívida conjunta pela UE.

A emissão de dívida comum tem sido um tema recorrente entre os líderes e as instituições da UE e é defendida pelo presidente francês Emmanuel Macron, que a solicitou para financiar despesas relacionadas com a defesa e a IA, numa entrevista publicada na terça-feira por vários jornais europeus.

"Não sou adepto de empréstimos", disse o eurodeputado Terras, considerando que recorrer aos mercados para pagar a defesa não é a melhor opção à disposição da UE.

Esta possibilidade poderá ser discutida durante um retiro informal dos líderes da UE, na quinta-feira, no castelo belga Alden Biesen. Os ex-primeiros-ministros italianos Enrico Letta e Mario Draghi vão participar na discussão, com o último a defender que a UE se torne numa "verdadeira federação".

Terras mostrou-se cético em relação à opinião de Draghi. "Não creio que seja necessário discutir o assunto hoje, porque vemos que não há qualquer hipótese de o Tratado de Lisboa ser alterado", disse, afirmando que é melhor concentrarmo-nos em coisas que os líderes da UE podem efetivamente fazer. "Uma coisa que precisamos é de investir mais na defesa, tanto em cada país separadamente como em conjunto".

Por falar em defesa, Terras considera que só a Europa pode tratar da segurança europeia e que deve deixar de procurar garantias junto dos EUA.

"A administração americana diz que os EUA pagaram demasiado tempo e demasiado dinheiro (para financiar a NATO). Acham que é injusto. Querem ver atos e não palavras. Mencionam sempre a Espanha que não está a pagar a sua parte".

De regresso de uma viagem aos Estados Unidos da América, o eurodeputado estónio mostrou-se tranquilo em relação à Gronelândia, afirmando que o Congresso norte-americano não apoiará a tomada de controlo da ilha e que os EUA apoiarão os europeus.

"Todas as discussões com congressistas e senadores garantiram-me que continuam a fazer parte da NATO, mas que querem que façamos mais", concluiu Terras.

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