O ex-polícia é suspeito de matar a ex-companheira e a atual companheira, tendo os corpos sido encontrados na Serra da Nogueira, Bragança. O homem seguia com os dois filhos no carro quando foi mandado parar pela GNR em Mêda, distrito da Guarda.
Um ex-polícia francês, de 42 anos, é suspeito do homicídio de duas mulheres, que foram encontradas enterradas na Serra da Nogueira, em Bragança, na quarta-feira. As vítimas são a ex-companheira e a atual companheira do suspeito, que foi detido em Portugal.
Cédric Prizzon estava a ser procurado há quatro dias pelas autoridades francesas quando foi mandado parar, na terça-feira, durante uma operação de fiscalização da GNR na Estrada Nacional 102, na Mêda, distrito da Guarda. Acabou por ser detido pelos crimes de falsificação de documentos e por posse ilegal de uma arma.
No veículo seguiam também os dois filhos menores do suspeito, de 13 anos e 18 meses, que foram encontrados em segurança e encaminhados para uma instituição de acolhimento.
Depois de Prizzon ter sido detido, os militares da GNR perceberam, através de uma busca pelo seu nome, que estava a ser procurado pelas autoridades francesas por suspeita de raptar os filhos, a ex-companheira e a atual companheira.
“No seguimento da ação, e no decurso das diligências subsequentes realizadas pelos mesmos militares, foi possível apurar-se que o detido se encontrava referenciado como suspeito da prática de crimes graves, designadamente rapto e outros ilícitos criminais de elevada gravidade, incluindo a suspeita de homicídio. Neste âmbito, foi de imediato contactada a Polícia Judiciária”, informou a GNR em comunicado.
De acordo com a agência francesa AFP, as duas mulheres foram dadas como desaparecidas na sexta-feira da semana passada em Averyon, no sul de França. O alerta foi dado por um familiar da ex-companheira de Cédric Prizzon que estranhou o facto desta não ter ido trabalhar e do menor ter faltado à escola, bem como de ambos estarem incontactáveis.
Filho mais velho do suspeito terá dado informações
Terá sido o filho mais velho do antigo polícia francês a dar informações que encaminharam as autoridades portuguesas até à Serra de Nogueira, Bragança, onde estavam enterrados os corpos, noticiou a SIC. As mulheres foram enterradas a mais de 150 quilómetros do local onde o suspeito foi mandado parar pela GNR.
Fontes da AFP indicaram que agentes da Gendarmerie de Toulouse - força policial francesa com estatuto militar da cidade de Toulouse -, poderão viajar para Portugal nas próximas horas. A investigação ficou a cargo da Procuradoria de Montpellier.
O suspeito encontrava-se desempregado, segundo os órgãos de comunicação social franceses, e para além de ex-polícia era também jogador de râguebi. Sabe-se que tinha perdido a guarda dos filhos e que, em 2021, já tinha tinha viajado com o filho mais velho ilegalmente para Espanha, onde esteve durante várias semanas. Para além disto, foi condenado por violência doméstica contra a ex-companheira.
Cédric Prizzon assumia-se como criador de conteúdo nas redes sociais, onde denunciava, frequentemente, que o filho mais velho estava em perigo.