A Roménia está mergulhada numa nova crise política desde maio, quando o governo caiu após uma moção de censura contra o primeiro-ministro liberal Ilie Bolojan.
O presidente romeno Nicusor Dan indicou um novo primeiro-ministro depois de Eugen Tomac ter desistido no domingo.
"Eugen Tomac apresentou a demissão esta manhã e, nestas circunstâncias, nomeio Adrian Vestea para primeiro-ministro", anunciou Dan numa publicação na rede social X.
"Nem o senhor Tomac nem eu temos andado a brincar ao governo", acrescentou. "Avançámos nesta direção na sequência de consultas com os partidos políticos. Neste momento, porém, é claro que a via política é a mais adequada".
A Roménia vive uma nova crise política desde que o governo caiu, em maio, na sequência de uma moção de censura contra o primeiro-ministro liberal Ilie Bolojan.
A votação ocorreu depois de o Partido Social Democrata (PSD), de esquerda, ter saído da coligação governamental no final de abril e se ter juntado ao apelo da extrema-direita para a moção.
Na altura, o PSD afirmou que Bolojan não tinha "implementado qualquer reforma efetiva" enquanto esteve no cargo e que a Roménia precisava de um líder "capaz de colaboração".
No domingo, Dan descreveu Vestea, do Partido Nacional Liberal da Roménia, como "pró-ocidental" e um "homem de diálogo, com valores sólidos". Sublinhou que este tinha uma vasta experiência na gestão de orçamentos.
Estado-membro da UE desde janeiro de 2007, a Roménia apresenta um dos défices orçamentais mais elevados do bloco. Fixou-se em 9,3% do PIB em 2024, mas desceu para 7,9% em 2025.