O secretário de Estado norte-americano interveio numa reunião internacional realizada em Washington onde referiu vários casos de terrorismo político, em particular da extrema-esquerda.
Na noite de quinta‑feira, o secretário de Estado norte‑americano, Marco Rubio, fez uma referência especial aos recentes atentados em Tessalónica, que provocaram a morte de uma mulher, mãe de uma antiga candidata do partido do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis.
Numa reunião ministerial dedicada ao recrudescimento do terrorismo político, Rubio ligou o tema do encontro ao sangrento incidente de 1 de julho.
"Estamos aqui porque há duas semanas uma mulher de 72 anos sofreu queimaduras em mais de 80 % do corpo na sua casa, na Grécia, e morreu, foi executada por um cocktail molotov porque a filha se atreveu a candidatar‑se", afirmou.
Para além dos ataques em Tessalónica, o secretário de Estado norte‑americano citou outros exemplos na Europa que, como disse, constituem terrorismo político.
Em concreto, referiu‑se ao apagão de há alguns meses em Berlim, que, segundo explicou, "deixou uma mulher de 83 anos morta", bem como ao ataque mortal contra um jovem de 23 anos em Lyon "por um grupo de delinquentes militantes da extrema‑esquerda".
Referiu também episódios de violência ocorridos no passado na Europa, apontando como exemplos a atuação das Brigadas Vermelhas em Itália, da Facção do Exército Vermelho na Alemanha e do grupo 17 de Novembro na Grécia, "os extremistas marxistas que semearam o terror em Atenas durante mais de um quarto de século, incluindo, aliás, o homicídio, a tiro, do chefe da antena local da CIA à porta de casa, diante dos olhos da mulher, quando regressavam de uma festa de Natal".
"Esta é uma conferência internacional porque enfrentamos uma ameaça internacional, transnacional», assinalou Marco Rubio, pedindo aos presentes "que identifiquem e mapeiem esta ameaça e reconstruam a nossa arquitetura antiterrorista para a combater. Tal como fizemos juntos no passado, agora temos de o voltar a fazer juntos".