EventsEventosPodcasts
Loader
Encontra-nos
PUBLICIDADE

Esponjas Marinhas absorvem a atenção dos cientistas

Esponjas Marinhas absorvem a atenção dos cientistas
Direitos de autor 
De  Euronews
Publicado a
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Dos fiordes noruegueses até às montanhas do mar Ártico.

Dos fiordes noruegueses até às montanhas do mar Ártico. O Programa Futuris juntou-se a uma expedição internacional que está a estudar um organismo relativamente simples que desempenha um papel bastante complexo nos ecossistemas oceânicos.

O “G.O.Sars” é um dos navios de investigação mais avançados. Durante três semanas é a casa de uma equipa diversificada de cientistas, a trabalhar num projeto de investigação europeu para estudar as esponjas marinhas. É utilizado um robô subaquático para encontrar as espécies de esponja a vários quilómetros de profundidade.

Hans Tore Rapp, coordenador do projeto SponGES, e investigador em biodiversidade marinha na Universidade de Bergen explica: “Temos bastante informação sobre esponjas em ecossistemas de recifes de corais, por exemplo. Mas as esponjas de águas profundas ainda estão pouco exploradas. Temos uma ideia sobre onde as encontrar e sobre a sua diversidade, mas o seu funcionamento é mais ou menos desconhecido”.

O trabalho de investigação continua dia e noite. As esponjas são estudadas nos laboratórios de bordo. Alguns dos organismos são dissecados e preservados para um estudo posterior: as esponjas produzem compostos químicos valiosos que podem ser usados em produtos cosméticos e farmacêuticos.

What share of existing #sponge species has so far been discovered? The DeepSea_Sponges</a> led by <a href="https://twitter.com/UiB">UiB's HansToreRapp</a> just found some new ones <a href="https://t.co/sRTXfsPuEp">pic.twitter.com/sRTXfsPuEp</a></p>&mdash; Denis Loctier (Loctier) July 26, 2017

“Muitas espécies possuem propriedades anti-bacterianas, anti-fúngicas ou anticancerígenas. Mas sobre essas espécies ainda não sabemos nada. É por isso que estamos interessados em estudá-las”, acrecenta Vasiliki Koutsouveli, bióloga marinha do Museu de História Natural de Londres.

Outras esponjas são mantidas vivas em aquários especiais para examinar os seus processos de alimentação. Ao filtrar a água do mar através dos poros, estes animais primitivos reciclam o lixo e produzem nutrientes para outros organismos marinhos.

Martijn Bart da Universidade de Amesterdão adianta: “A experiência mostra a importância das esponjas para todo o oceano. Porque se mostrar-mos o que elas removem da água podemos saber qual o tipo de lixo que vai ficar acumulado no oceano se as esponjas desaparecerem”.

Esta expedição descobriu várias espécies de esponjas novas. Aproximadamente 8 mil já são conhecidas – variam de alguns centímetros até mais de um metro de comprimento. Mas mais do dobro das espécies de esponjas ainda não foram identificadas. O papel que desempenham na manutenção de todo o ecossistema marinho é ainda um mistério a ser explorado.

How do #sponge|s keep the ocean healthy? An answer by UiB</a>&#39;s <a href="https://twitter.com/hanstorerapp">HansToreRapp, DeepSea_Sponges</a> coordinator: <a href="https://t.co/gKbCvLw2Na">pic.twitter.com/gKbCvLw2Na</a></p>&mdash; Denis Loctier (Loctier) July 26, 2017

“O nosso projeto está focado no Atlântico Norte. É um grande oceano, mas comparado com o planeta Terra é bastante pequeno. Apesar de dedicarmos muito esforço a este trabalho, estamos apenas a ver a ponta do iceberg. Há muita ciência fundamental para fazer. É um processo caro, demorado, mas tem de ser feito”, conclui Hans Tore Rapp.

As esponjas vivem no oceano há milhões de anos. Compreender melhor estas frágeis criaturas é fundamental para as preservar e para as proteger no futuro.

Mais info: www.deepseasponges.org

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Cientistas voltam atrás no tempo para salvar ecossistemas marinhos

Robô europeu promete mais competitividade ao setor da construção

Terapia experimental que mata cancro da mama sem afetar outras partes do corpo vence prémio europeu