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Turquia, Tailândia, EAU: para onde viajam os russos ricos que fogem das sanções?

As sanções contra a Rússia não impediram que os russos ricos fossem de férias no ano passado.
As sanções contra a Rússia não impediram que os russos ricos fossem de férias no ano passado. Direitos de autor Canva
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De  Charlotte Elton
Publicado a Últimas notícias
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Restrições, por causa da guerra na Ucrânia, não impediram russos abastados de procurar destinos alternativos de férias, longe da União Europeia

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As sanções impostas à Rússia e as restrições à circulação não impediram que os russos ricos fossem de férias no ano passado, revelou um relatório recente.

Quando a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, a União Europeia suspendeu os vistos para viajantes russos.

Mas os turistas ricos decidiram, simplesmente, fazer férias em outro lugar.

De acordo com uma pesquisa da empresa de dados de voos ForwardKeys, os russos ricos voltaram a viajar “com uma vingança.”

Desde o início da guerra, a 24 de fevereiro de 2022, até o final de dezembro, os bilhetes premium para viagens com saída da Rússia dispararam, aumentando 10% em relação aos níveis pré-pandémicos.

Os russos ditos “normais" ficaram em casa, com as viagens em classe económica durante o mesmo período a caírem 70% em relação aos níveis de 2019.

Para onde vão os russos ricos?

A capacidade de lugares - o número de assentos que uma companhia aérea vende - em voos da Rússia para a União Europeia caiu 99% em comparação com o período pré-pandemia, explica a ForwardKeys.

Este limite de lugares acontece porque a maioria dos países europeus restringiu o número de vistos oferecidos aos viajantes russos.

Mas muitos outros países ainda recebem turistas russos.

A Tailândia parece ser um dos destinos mais populares para os russos, com um aumento de 81% nas viagens de classe premium em relação a 2019.

As viagens premium para os Emirados Árabes Unidos aumentaram 108%. Os turistas também rumaram à Turquia (aumento de 41%), Maldivas (aumento de 137%) e Egito (aumento de 181%).

Canva
As Maldivas foram um destino popular para os russos abastados em 2022Canva

Não faltam passagens disponíveis para esses destinos. A capacidade de lugares em voos entre a Rússia e o Médio Oriente aumentou 27% em comparação com o período equivalente antes da pandemia.

A capacidade de lugares nos voos entre a Turquia e a Rússia aumentou 26%.

As companhias aéreas da Turquia e do Médio Oriente foram as que mais beneficiaram com o aumento, disse Olivier Ponti, vice-presidente de Insights da ForwardKeys.

“O maior impacto nas viagens aéreas de e para a Rússia desde a invasão da Ucrânia em fevereiro passado foram as sanções relacionadas com a guerra, que beneficiaram particularmente a Turquia e o Médio Oriente, porque mantiveram voos diretos de e para a Rússia”, acrescentou.

Os viajantes rumaram em peso a Antália, o resort da riviera turca. Os voos dos três principais aeroportos de Moscovo - Vnukovo, Domodedovo e Sheremetyevo - aumentaram 144%, 77% e 74%, respetivamente, em comparação com os níveis pré-pandemia.

Mas este boom de viagens é estritamente limitado aos ricos, ressalvou Ponti.

“A característica mais reveladora é o boom da classe premium, que parece ilustrar uma divisão na sociedade russa entre os ricos, que fazem férias com estilo, enquanto os menos ricos ficam em casa”, lembrou.

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No entanto, o aumento das viagens dos ricos parece ter entrado em colapso em 2023, afirma a FlightKeys.

As viagens internacionais caíram, mesmo entre os ricos. As reservas de voos em classe premium estão 26% abaixo dos níveis de 2019 e 66% abaixo em classe económica.

Como é que a guerra afetou os preços dos voos e os tempos de viagem?

A guerra fechou o espaço aéreo sobre grande parte da Ucrânia e da Rússia. Isso traduz-se num aumento nos tempos de voo.

37% do tráfego aéreo entre a Europa e a região da Ásia-Pacífico leva, agora, mais de oito horas, contra 23% antes da invasão.

As tarifas médias também aumentaram, à medida que o custo de vida aumenta. O preço dos voos entre a Europa e a Ásia-Pacífico foi 20% mais alto do que antes da pandemia, em 2019.

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