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"O sonho americano está de volta", diz Donald Trump no discurso do 4 de Julho

Presidente Donald Trump discursa no Memorial Nacional do Monte Rushmore, sexta-feira, 3 de julho de 2026, perto de Keystone, Dacota do Sul
Presidente Donald Trump discursa no Memorial Nacional do Monte Rushmore, sexta-feira, 3 de julho de 2026, perto de Keystone, Dakota do Sul Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
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De Fortunato Pinto & Nathan Rennolds
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"Os nossos combatentes não enfrentaram o comunismo em campos de batalha por todo o mundo para o ver regressar agora aos Estados Unidos", afirmou Trump perante uma multidão entusiasmada.

Enquanto os norte-americanos celebravam o 250.º aniversário da independência do país, o presidente dos EUA, Donald Trump, proferiu um discurso de quarenta minutos no National Mall, em Washington.

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Trump subiu ao palco com bastante atraso, por volta das 23h (hora local), devido ao mau tempo. Durante o dia, as temperaturas ultrapassaram os 40 graus Celsius, mas, à noite, fortes tempestades obrigaram os organizadores a adiar a intervenção do presidente dos EUA. Os participantes foram afastados do National Mall devido à chuva e, quando o tempo melhorou, regressaram à área controlada pelos serviços secretos dos EUA.

Trump aproveitou o discurso para exaltar o excepcionalismo americano e recorreu amplamente à história, celebrando o que a Casa Branca definiu como o "marco mais importante" para o país.

"O sonho americano está de volta", disse Trump à multidão que o aclamava.

"Nenhum povo fez mais o bem, demonstrou mais coragem, alcançou maiores progressos, corrigiu mais injustiças ou atingiu uma grandeza superior à vossa, povo americano", prosseguiu. "Durante 250 anos, os Estados Unidos da América têm sido a esperança, a promessa, a luz e a glória entre todas as nações do mundo", acrescentou ainda Trump.

Mais adiante no discurso, o Presidente dos EUA referiu-se às intervenções militares no estrangeiro levadas a cabo por Washington, entre as quais a Venezuela, onde os Estados Unidos capturaram o ex-presidente Nicolás Maduro em janeiro, e a guerra com o Irão, afirmando que os EUA "aniquilaram" as forças armadas de Teerão.

Trump voltou a criticar a oposição, dizendo que são um bando de comunistas. Na sexta-feira, no Monte Rushmore, tinha afirmado que o comunismo é uma "ameaça mortal" para a liberdade dos Estados Unidos.

"Os nossos guerreiros não combateram o comunismo nos campos de batalha de todo o mundo apenas para ver essa ameaça reaparecer aqui mesmo, na América", afirmou. "É como um cancro. Tem de ser erradicado", acrescentou.

Após o discurso do presidente, um grande espetáculo de fogos de artifício iluminou os céus da capital. Com uma duração de cerca de quarenta minutos, o espetáculo terá custado 850 mil dólares. "Os melhores fogos de artifício de sempre", escreveu Trump no Truth Social, a sua rede social.

Incêndio na Ponte de Brooklyn

No resto do país, foram organizados concertos e eventos para celebrar os 250 anos da independência.

Em Nova Iorque, o presidente da câmara, Zohran Mamdani, iluminou o Empire State Building nas cores dos EUA.

Durante o espetáculo de fogo de artifício na Ponte de Brooklyn, uma avaria provocou um breve incêndio. Os bombeiros conseguiram extinguir as chamas e informaram que não houve feridos.

Incêndio na Ponte de Brooklyn durante o espetáculo do Dia da Independência
Incêndio na Ponte de Brooklyn durante o espetáculo do Dia da Independência AP Photo/Aron Ranen

Em Chicago, um avião da Delta Airlines, proveniente de Atlanta, foi atingido por um fogo de artifício enquanto se preparava para aterrar. "Acabámos de ouvir o estrondo no avião", disse o piloto à torre de controlo. De acordo com os meios de comunicação dos EUA, houve vários relatos deste tipo devido aos fogos de artifício lançados em todo o país por ocasião das celebrações.

As mensagens dos líderes mundiais por ocasião do 250.º aniversário da independência dos EUA

Líderes mundiais, políticos e membros de casas reais enviaram mensagens de felicitações aos Estados Unidos, na antecipação das celebrações de sábado pelo 250.º aniversário do país, entre os quais o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o rei Carlos III.

O Rei da Inglaterra divulgou uma mensagem particularmente sincera dirigida a Trump por esta ocasião, descrevendo a relação entre o Reino Unido e os Estados Unidos como "uma relação de evolução extraordinária" e "uma das alianças mais estreitas e produtivas que o mundo já viu".

"Nos domínios da defesa e da segurança, do comércio e dos investimentos, da ciência, da investigação, da educação, da cultura e das artes, os laços entre o Reino Unido e os Estados Unidos são únicos e de grande alcance", acrescentou o monarca.

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