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Ataques russos na Ucrânia fazem quatro mortos e atingem rede elétrica de Kiev

Equipa de resgate extingue incêndio em garagens destruídas após ataque de drone russo na região de Kiev, 30 de setembro de 2026
Equipas de resgate extinguem incêndio em garagens destruídas após ataque de drone russo na região de Kiev, 30 de setembro de 2026 -  Direitos de autor  Ukrainian Emergency Service/Copyright 2026 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Ukrainian Emergency Service/Copyright 2026 The AP. All rights reserved
De Gavin Blackburn
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Garantir o abastecimento de energia é crucial com a aproximação do inverno rigoroso. No ano passado, os ataques russos ao sector deixaram muitas zonas sem luz nem aquecimento, com temperaturas a descer até aos -20 ºC.

Ataques russos mataram pelo menos quatro pessoas em Kiev e nos arredores na quarta-feira, segundo as autoridades, num bombardeamento que atingiu a infraestrutura energética da cidade e provocou cortes de eletricidade.

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Fortes explosões ouviram-se por toda Kiev durante uma noite marcada por alertas aéreos quase contínuos, que instavam a população a procurar abrigo em refúgios antiaéreos face a mísseis balísticos e de cruzeiro apoiados por drones.

Kiev, onde vivem cerca de três milhões de pessoas, tem enfrentado várias noites de bombardeamentos aéreos sustentados, além de ataques diurnos cada vez mais frequentes, numa escalada de uma guerra que já dura há mais de quatro anos e meio.

Em Moscovo, o ministério da Defesa russo afirmou ter realizado “um ataque maciço com mísseis e drones” contra Kiev e a região envolvente, tendo como alvo a infraestrutura elétrica.

O principal fornecedor de energia da Ucrânia, a DTEK, confirmou que a rede foi danificada e que o abastecimento ficou comprometido.

“Os técnicos de eletricidade da DTEK conseguiram restabelecer rapidamente o fornecimento a 8 000 agregados familiares”, indicou a empresa em comunicado, descrevendo “mais uma noite difícil para a capital”.

Garantir o fornecimento de energia é crucial com a aproximação dos meses frios de inverno. No ano passado, ataques russos contra o setor cortaram luz e aquecimento, numa altura em que as temperaturas desceram até aos -20 ºC.

A possibilidade de se repetir esse cenário leva muitos habitantes da cidade a ponderar se devem permanecer e alimenta apelos para que pessoas vulneráveis e com deficiência se mudem para outras zonas.

Segundo as autoridades, os ataques de quarta-feira atingiram edifícios residenciais e estabelecimentos comerciais, provocaram incêndios e causaram estragos generalizados em bens e viaturas.

O presidente da câmara, Vitali Klitschko, informou que um condutor da empresa municipal KyivTeploEnergo morreu quando um armazém foi atingido e que outras duas pessoas foram mortas noutros pontos da cidade.

Os serviços de emergência disseram que uma criança foi encontrada morta sob os escombros de um edifício residencial destruído na região de Kiev.

Equipas de salvamento extinguem um incêndio em garagens destruídas após um ataque de drones russos na região de Kiev, 30 de setembro de 2026
Equipas de salvamento extinguem um incêndio em garagens destruídas após um ataque de drones russos na região de Kiev, 30 de setembro de 2026 Ukrainian Emergency Service/Copyright 2026 The AP. All rights reserved

A Rússia tem vindo a utilizar novos drones a jato, mais rápidos e difíceis de intercetar do que os modelos tradicionais, baseados nos Shahed iranianos.

O presidente Volodymyr Zelenskyy tem apelado repetidamente aos aliados da Ucrânia por mais apoio militar, incluindo sistemas de interceção norte-americanos para enfrentar mísseis balísticos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou na terça-feira estar “alarmado” com a dimensão dos ataques diários em escalada na Ucrânia e com o número de vítimas civis em ambos os lados.

Outras fontes • AFP

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