Grécia paralisada com greve geral

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Em dia de greve geral, convocada pelos sindicatos dos setores público e privado, milhares de gregos saíram às ruas, em Atenas e noutras cidade do país.

Exigem a demissão do governo e manifestam-se contra a reforma do setor laboral, que visa agilizar os despedimentos e, em geral, contra a política de austeridade do governo.

“O povo grego não pode continuar a aguentar isto. As negociações com a troika deviam acabar já”, diz um manifestante. Uma senhora acrescenta: “Estou triste com o que está a acontecer no meu país. O povo grego devia levantar-se”.

A greve acontece na altura em que, após dois dias de negociações, em Paris, o governo grego e a troika não chegaram a acordo para encerrar a última avaliação à economia do país.

A oposição aproveita a vaga de protestos e critica, também, o governo. “Hoje, podemos confirmar que a estratégia do ‘bom aluno obediente’, que o governo de Samaras tem seguido nos últimos dois anos e meio, nos trouxe para uma situação ainda pior do que em 2012”, acusa Alexis Tsipras, líder do Partido Syriza.

As confederações sindicais já apelaram a uma nova jornada de luta, agendada para 7 de dezembro, véspera do voto, no parlamento, do novo orçamento.

“Apesar de a economia grega dar sinais de crescimento, a maioria dos trabalhadores mal consegue sentir a diferença, já que os salários continuam a encolher – e o desemprego continua elevadíssimo. O resultado, é que o movimento antiausteridade continua a ganhar força através de todo o país”, explica Stamatis Giannisis, correspondente da euronews em Atenas.

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