Última hora
This content is not available in your region

Sete consequências dos preços baixos do petróleo

Sete consequências dos preços baixos do petróleo
Tamanho do texto Aa Aa

Desde 2009 que não se via o preço do petróleo tão baixo e estima-se que ainda vai cair mais. Só desde o início do ano, o chamado ouro negro desvalorizou cerca de 11%. O ‘Brent’ está a ser vendido a 49 dólares por barril. E quais são as consequências? Os automobilistas agradecem mas a ecologia ressente-se. Os países produtores têm menos receitas, no entanto, as nações importadoras têm vantagens. Em suma, o preço baixo do petróleo é uma faca de dois gumes. Para melhor compreendermos, explicamos 7 consequências de um preço baixo do petróleo.

Dia-a-dia menos dispendioso
O consumidor final vai beneficiar com a queda abrupta do preço do petróleo. O preço dos produtos no mercado tende a cair. Certo é que os automobilistas, por exemplo, vão esfregar as mãos de contentes, pois o custo por litro do combustível baixa, a não ser que os governos decidam aumentar os impostos. Outro exemplo, são as transportadoras aéreas que vão realizar economias com uma baixa do custo de exploração mantendo o preço dos bilhetes. Regra geral, isso aplica-se à economia que depende de combustíveis para funcionar.

Preços baixos inimigos do ambiente
Com os combustíveis fósseis ao preço da chuva, a tendência é para um aumento do consumo e, consequentemente, da poluição. Os Estados podem então colocar um travão сom o aumento dos impostos, logo, torna-se menos simpático encher o depósito.

Países produtores em desespero
Com a queda abrupta do preço do ouro negro, as economias produtoras de petróleo podem cair numa espiral recessiva se não tiverem outras receitas. Mais, a crise torna-se maior mediante um elevado ponto de equilíbrio entre despesas e receitas (break-even).

  • Rússia: O “break-even” russo situa-se na casa dos 105 dólares por barril. Com o preço do petróleo a quase metade desse valor, Moscovo está com a corda no pescoço, principalmente quando se juntam as sanções internacionais e a dificuldade dos bancos em se financiarem. Mais, a industria manufatureira, depende bastante das encomendas das empresas energéticas. Nesta altura, o Estado tem menos receitas, o valor do rublo cai e os preços dos produtos sobem. Há previsões de uma acentuada recessão para a economia este ano.
  • Venezuela: Com o petróleo nos 100 dólares, o tesouro nacional já estava a sofrer. O país depende bastante das receitas do crude e do gás natural para pagar a importação de vários produtos, incluindo de primeira necessidade. O agudizar da crise pode agravar o descontentamento popular e gerar tumultos.
  • Irão: Atingido por fortes sanções internacionais e com uma economia moribunda e largamente dependente do petróleo, Teerão sufoca com os preços bastante baixos, principalmente se tivermos em conta de que o preço de início do lucro situa-se nos 130 dólares.

Estados dependentes beneficiados
Com o crude barato, os Estados mais dependentes sentem um alívio nos cofres, já que as importações têm um custo inferior. Depois, há a tentação de aumentar os impostos sem prejudicar a economia. Uma estimativa da seguradora espanhola Crédito y Caució aponta para uma poupança na ordem dos 100 mil milhões de euros por ano na União Europeia.

Risco de deflação
Com o petróleo mais barato, a tendência é para a redução do preço dos produtos ao consumidor, o que eleva o risco de deflação, e fazer derrapar os países para crises económicas.

Petróleo de xisto
Há quem veja a espiral de queda do preço do ouro negro como uma conspiração dos principais produtores convencionais de petróleo para arruinar a exploração do petroleo de xisto. Esta multiplicou-se, principalmente nos Estados Unidos, e tem um “break-even” em média nos 80 dólares. Resta saber se as principais empresas de exploração vão resistir e evitar a falência.

Petrolíferas repensam modelos de negócio
Com os preços anormalmente baixos, algumas petrolíferas são obrigadas a cortar custos e mesmo a repensar o modelo de negócio, especialmente, as empresas mais frágeis, que na impossibilidade de conseguirem receitas, são obrigadas a adaptar-se ou a fechar as portas.