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Ucrânia: 14 civis mortos em 24 horas após bombardeamentos em Donetsk

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De  Francisco Marques  com LUSA
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Ucrânia: 14 civis mortos em 24 horas após bombardeamentos em Donetsk

Pelo menos 19 pessoas, entre elas 14 civis, foram mortas no leste da Ucrânia só nas últimas 24 horas. O balanço reúne dados fornecidos de ambos os lados da barricada deste violento conflito armado que dura há quase um ano naquela antiga república soviética.

Com o exército ucraniano a reportar a morte de cinco soldados em combate, os 14 civis mortos terão sido vítimas dos recentes bombardeamentos sobre a cidade de Donetsk, onde se registou a destruição de algumas zonas residenciais.

Oito dos civis mortos foram reportados pelos separatistas pró-russos. Os outros seis pelo chefe da polícia regional, um aliado do governo sediado em Kiev. Estas baixas civis serão, certamente, abordadas nas reuniões que o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, mantém esta quinta-feira na capital da Ucrânia, com o primeiro-ministro Arseni Iatseniuk e o Presidente Petro Poroshenko.

Sobre a mesa destes encontros deverá estar abordado também o pedido ucraniano de armas sofisticadas ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Washington divide-se sobre este tipo de apoio, mas o pedido estará a ser seriamente ponderado face ao aumento de poder bélico por parte das forças separatistas pró-russas no leste ucraniano.

O vice-presidente Joe Biden apontou mesmo o dedo à Rússia, numa entrevista ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung: “A Rússia violou a soberania e a integridade territorial da Ucrânia. Desde o início, este conflito foi provocado pela agressão russa.”

Transformado em abrigo para ajuda humanitária está, entretanto, a Arena de Donbass, conhecida como a “casa” do campeão ucraniano de futebol Shakthar Donetsk. Inaugurado há quase quatro anos, este foi o recinto onde Portugal perdeu frente à Espanha a meia-final do Euro2012.

O recinto foi parcialmente destruído há alguns meses pelos bombardeamentos registados sobre Donetsk, um bastião das forças separatistas pró-russas.

Com a equipa de futebol do Shakthar agora a realizar os jogos “em casa” no outro extremo do país – a ocidente, em Lviv -, a Arena de Donbass está a ser, entretanto, utilizada como abrigo humanitário para a região pela Fundação de Rinat Akhmetov, considerado o homem mais rico da Ucrânia, dono do clube e suspeito de financiar o terrorismo no país.

Akhmetov, que tem apelado publicamente ao fim do conflito e a uma Ucrânia unida, foi interrogado, escreve a agência italiana Ansa, sob suspeita de financiamento aos “terroristas” separatistas do sudeste do país.