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Papa Francisco canoniza primeiras santas palestinianas dos tempos modernos

Papa Francisco canoniza primeiras santas palestinianas dos tempos modernos
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O Papa Francisco canonizou este domingo de manhã, durante a habitual missa na Praça de São Pedro, quatro novas santas na Igreja Católica. Entre elas, as duas primeiras santas palestinianas dos Tempos Modernos.

Com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Ababs, a liderar uma delegação de mais de 2000 pessoas oriundas da Palestina e da Jordânia, o Sumo Pontíficie elevou as até aqui beatas Maria Alfonsina Danil Ghattas (1843-1927) e Maria Bawardi ou de Jesus crucificado (1846-1878), que haviam sido beatificadas pelo Papa João Paulo II, respetivamente, em 2009 e 1983.

Maria Alfonsina Ghattas e Maria de Jesus crucificado nasceram nos territórios da Palestina durante a ocupação otomana, no século XIX e, agora, depois do anúncio da canonização em fevereiro, as duas foram elevadas a santas, tornando-se nas primeiras mulheres palestinianas a ser canonizadas nos tempos modernos.

A canonização acontece dias após a Santa Sé ter formalmente reconhecido o Estado da Palestina ao revelar para breve a assinatura de um acordo bilateral com a “finalidade de favorecer a vida e a atividade da Igreja Católica e o seu reconhecimento a nível jurídico, inclusive por um seu eficaz serviço à sociedade”, ao mesmo tempo que pretende servir de impulso da afirmação palestiniana e ajudar a uma solução no conflito com Israel.

Para além das duas novas santas palestinianas, foram também canonizadas a francesa Jeanne-Emilie de Villeneuve (1811-1854) e a italiana Maria Cristina dell’Immacolata (1856-1906). Foram, contudo, as bandeiras da Palestina que mais se destacaram este domingo na Praça de São Pedro. A canonização de um terceiro palestiniano, um monge salesiano, está a ser, entretanto, examinada pela Igreja.

Na sua homilia, perante o presidente palestiniano Mahmoud Abbas e o ministro do Interior francês Bernard Cazeneuve, Francisco evocou as personalidades de cada uma das mulheres.

Após as canonizações, durante a oração mariana do Regina Coeli, o Sumo Pontíficie apelou ainda à paz no Burundi e pediu às autoridades por mais responsabilidade: “Gostaria também de convidar a rezar pelo caro povo do Burundi, que está a viver um momento delicado: o Senhor ajude todos a fugirem à violência e a agirem responsavelmente para o bem do País.”