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Colombianos esperançados em relação ao acordo de paz entre o Governo e as FARC

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É com esperança, mas também com reticências que os colombianos recebem o acordo de paz a que chegaram o Governo colombiano e as FARC e que deve ser

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É com esperança, mas também com reticências que os colombianos recebem o acordo de paz a que chegaram o Governo colombiano e as FARC e que deve ser assinado dentro de seis meses. Nas ruas de Bogotá, os cidadãos mostram-se cansados de cinco décadas de guerra civil.

“Este é um passo muito importante para que, após 50 anos de guerra no nosso país, nós, colombianos, possamos viver em paz”, diz Humberto Ramirez.

“Se este processo não for conduzido com verdade e justiça quanto à reparação e à verdade, vai criar certa desconfiança, mas vamos ter todos que querer este acordo e que contribuir para ele”, afirma Julio Hollos.

O senador e antigo presidente colombiano Alvaro Uribe critica o acordo de paz.: “O Governo, o presidente do Supremo Tribunal, o procurador-geral aceitaram, como se previa, que o sequestro de reféns e o narcoterrorismo sejam tratados com impunidade ao considerá-los relacionados com crimes políticos. Isto é um prémio para os crimes contra a Humanidade, como o massacre de Bojaya, o carro-bomba de Nogal e os assassinatos em massa dos deputados de Valle del Cauca”.

As FARC surgiram em 1964 como movimento de inspiração marxista, mas foram perdendo apoio popular nos anos seguintes, sobretudo quando se viraram para o tráfico de droga.

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