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Guiné-Conacri declarada livre de Ébola

Guiné-Conacri declarada livre de Ébola
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A Guiné-Conacri foi considerada livre de Ébola pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O anúncio foi feito passados 42 dias do segundo teste negativo à última pessoa que tinha contraído o vírus. O surto que surgiu há dois anos infetou 29 mil pessoas e matou 11 mil, a esmagadora maioria na Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa.

Trata-se apenas de um marco, não é o fim do Ébola na África Ocidental

Para a OMS “trata-se apenas de um marco, não é o fim do Ébola na África Ocidental”. Bruce Aylaward explica que “apesar de ter sido possível travar a cadeia de transmissão original foram detetados alguns novos casos em que o vírus foi reintroduzido pela população sobrevivente”. Os testes efetuados durante esta última epidemia revelaram que o vírus pode sobreviver 9 meses em líquidos corporais, em particular no sémen.

A Guiné-Conacri entra agora num período de vigilância reforçada que vai durar 90 dias. A Serra Leoa foi declarada livre de Ébola a 7 de novembro e o mesmo acontecerá na Libéria se não se registarem novos casos até 14 de janeiro. A última paciente infetada com o Ébola na Guiné-Conacri é uma bebé chamada Noubia que nasceu com o vírus. A mãe não sobreviveu. No dia 16 de novembro foi considerada curada e dias depois foi entregue ao pai.

A UNICEF congratulou-se com o fim oficial da epidemia na Guiné-Conacri mas recordou que 22 mil crianças perderam pelo menos um dos pais durante o surto na África Ocidental.