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Arrivederci Ettore Scola

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De  João Peseiro Monteiro  com AFP, Le Monde, Público, Reuters
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Arrivederci Ettore Scola

Desapareceu mais um vulto da cultura europeia neste mês de janeiro. O cineasta italiano Ettore Scola faleceu esta terça-feira, aos 84 anos. O mestre da chamada Comédia à Italiana assinou obras como “Feios, porcos e maus” (1975), talvez o seu filme mais conhecido, e “Tão amigos que nós éramos” (1974), que lhe granjeou fama internacional.

O clímax artístico de Scolla chega com “Um dia inesquecível” (1977), no qual Sophia Loren e Marcello Mastroianni protagonizam um amor impossível entre uma dona de casa e um homossexual na Itália fascista de 1938.

Em 2003 abandona a ficção e dedica-se aos documentários políticos. De visita a Lyon, em 2009, onde foi homenageado pelo Instituto Lumière, Scolla falou à euronews da relação entre o cinema e a política:

“Não creio que o cinema possa transformar a realidade ou modificar o que acontece, por conseguinte não creio que seja fácil modificar a política. Mas é certo que o cinema pode interferir nas mentes das pessoas que veem um filme e esta é uma grande arma do cinema. Um filme pode levantar questões ao público que de outro modo não surgiriam, pode incutir dúvidas onde antes não existiam.”

A carreira cinematográfica do estudante de Direito que se dedicou ao jornalismo começou nos anos 50 como argumentista, chegando à realização na década seguinte. Em 2013 estreou a última fita: “Que estranho chamar-se Federico” – um documentário dedicado ao amigo Fellini.