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"Brexit" domina início da reunião do G20

"Brexit" domina início da reunião do G20
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O referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia dominou o início da reunião do G20, esta sexta-feira em Xangai, na China.

Devido às incertezas sobre as condições de saída do Reino Unido da União Europeia, é difícil avaliar quais serão as consequências exatas.

Segundo o jornal Financial Times, o ministro britânico das Finanças, George Osborne, pressiona os parceiros a integrarem no comunicado final um alerta para as consequências de um “Brexit”.

Após encontros bilaterais de Osborne em Pequim, o porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, afirmou: “Sempre apoiamos o processo europeu de integração e esperamos ver a União Europeia a desempenhar um papel mais importante a nível internacional. Esperamos também que o Reino Unido e a UE possam tratar, de forma apropriada, esta importante questão”.

Londres marcou o referendo para 23 de junho.

Alguns economistas estimam que a eventual saída do Reino Unido da União Europeia seria um choque para a economia global, já em dificuldades em termos de crescimento.

Interrogada sobe as consequências de um “Brexit”, a chefe do FMI, Christine Lagarde, declarou: “Devido às incertezas sobre as condições de saída do Reino Unido da União Europeia, é difícil avaliar quais serão as consequências exatas. Mas provavelmente afetaria a fluidez das trocas. Ainda sem ter feito um estudo, que vamos tentar fazer de forma justa e completa, somos obrigados a concluir que os efeitos serão negativos”.

Na mesa do G20 estará também a proposta de um programa coordenado de relançamento económico. Mas a Alemanha já disse estar contra, defendendo, antes, a implementação de reformas estruturais.

Dias antes da reunião do G20, o Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu coordenação e investimento público para evitar que a economia mundial descarrile. A organização alertou que pode baixar, novamente, as previsões de crescimento económico em abril.