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EUA: Uma "Super Terça-Feira" para Trump e Clinton

EUA: Uma "Super Terça-Feira" para Trump e Clinton
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Hillary Clinton e Donald Trump terminam a maratona da “Super Terça-Feira” de primárias com o estatuto de favoritos dos respetivos partidos na corrida

Hillary Clinton e Donald Trump terminam a maratona da “Super Terça-Feira” de primárias com o estatuto de favoritos dos respetivos partidos na corrida à Casa Branca.

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Os dois candidatos arrebataram o maior número de delegados em jogo (203 para Trump, 544 para Clinton) durante os escrutínios em 11 estados sem, no entanto, “pulverizarem” os seus adversários.

A ex-Secretária de Estado norte-americana venceu as primárias Democratas em 7 dos 11 estados, com resultados que representam mais do dobro daqueles obtidos pelo rival, Bernie Sanders, como no Texas (65%-32%), Arkansas (66%-30%) ou Alaska (78%-19%).

Se o candidato assumidamente “socialista” voltou a não conseguir cativar o eleitorado afro-americano, predominante dos Estados do Sul, Sanders parece no entanto ainda estar longe de abandonar a corrida.

No Massachussets, um bastião tradicional dos Democratas, Sanders perdeu por apenas 1% face aos 50% de Clinton, tendo vencido no Colorado, Minnesota, Oklahoma e Vermont.

Trump favorito mas com rival

No campo republicano, Donald Trump voltou a ser o candidato mais votado, quando enfrenta quatro outros rivais. O milionário venceu com uma distância confortável os sufrágios em 7 estados, não conseguindo no entanto arrebatar o “jackpot” do Texas e os seus 155 delegados.

O bastião dos republicanos e da família Bush deu a vitória a Ted Cruz que, depois de ter vencido no Oklahoma e no Alaska, aspira a ser o único rival de Trump durante o resto da corrida.

Marc Rubio, o candidato apontado como favorito do partido, obteve apenas uma vitória, no Minnesota, e deverá esperar pelo sufrágio de dia 15 no seu estado, a Florida, para decidir se prossegue a corrida ou se decide apoiar Cruz.

Favoritismo sem vitória

O favoritismo de Trump e Clinton, consolidado esta terça-feira, está no entanto ainda longe de representar uma vitória arrebatadora nos congressos partidários que deverão nomear um candidato presidencial em Julho. Donald Trump apelou os republicanos a unirem-se em torno da sua candidatura, considerada pela cúpula do partido como um “movimento anti-sistema”.

Já Hillary Clinton, cujo adversário continua a resistir junto do eleitorado jovem e branco, teme encontrar-se com um partido profundamente dividido aquando da nomeação em Julho.

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