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Documentos do Panamá: Frente Nacional francesa apanhada na "teia"

Documentos do Panamá: Frente Nacional francesa apanhada na "teia"
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De  Francisco Marques com afp, le monde
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O partido francês de extrema-direita francês Frente Nacional também parece ter caído na “teia de aranha” em que se está a revelar o caso “Documentos

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O partido francês de extrema-direita francês Frente Nacional também parece ter caído na “teia de aranha” em que se está a revelar o caso “Documentos do Panamá”. A ganhar força nos últimos anos face às crises económica e de refugiados, o partido liderado por Marine Le Pen não é visado diretamente nos documentos, mas Fréderic Chatillon, sim, e os nacionalistas acabaram suspeitos de implicação.

Chatillon não tem vínculo oficial à Frente Nacional, mas a forte amizade desenvolvida com Marine Le Pen a partir da década de 90 permitiu-lhe tornar-se num prestador de serviços preferencial do partido nacionalista. A ligação polémica levantada pelos “Documentos do Panamá” surge, no entanto, através do noticiado financiamento de campanhas eleitorais da amiga Marine, incluindo as presidenciais e legislativas de 2012. Suspeitas deste financiamento já teriam dado origem a uma investigação em França.

#PanamaPapers map of companies and clients: more than 3000 in US, more than 9000 in UK https://t.co/xDSw8NJVm3pic.twitter.com/f3u09KXWTE

— WikiLeaks (@wikileaks) 4 de abril de 2016

(Mapa das companhias e clientes: mais de 3000 nos EUA, mais de 9000 no Reino Unido.)

Pelas redes sociais, Frederic Chatillon alegou que a Frente Nacional não terá “nada a ver, nem de perto”, com este assunto da esfera privada. O partido, através do vice-presidente Florian Philippot, segue o mesmo discurso: “O que ele fez — são palavras dele e isso já está nas mãos dos juízes de instrução — é é perfeitamente legal. Tudo o que for feito para tentar implicar a Frente Nacional ou a Marine Le Pen não passará de difamação.”

.f_philippot</a> : "Un prestataire et un parti politique, ce n&#39;est pas la même chose." <a href="https://twitter.com/itele">itele

— Front National (@FN_officiel) 5 de abril de 2016

(F. Philippot: “Um prestador de serviços e um partido político não é a mesma coisa.”)

Num comunicado oficial divulgado segunda-feira, a Frente Nacional ameaçou com processos legais os meios de comunicação que de alguma forma tentem implicar o partido nos “Documentos do Panamá” com base em rumores. “Não vamos tolerar qualquer prejuízo da honra e reputação dos líderes, membros e dos componentes do partido”, lê-se no comunicado, onde se garante: “A Frente Nacional não está envolvida no caso dos ‘Documentos do Panamá’.”

« #PanamaPapers, le vrai coupable : la mondialisation sauvage » | Communiqué de presse du Front National : https://t.co/sMUxLx1QEw

— Front National (@FN_officiel) 4 de abril de 2016

(Documentos do Panamá, o verdadeiro culpado: a globalização selvagem
— Comunicado de imprensa da Frente Nacional

Implicado diretamente no caso foi, por fim, o fundador da Frente Nacional, o pai de Marine. Em causa a alegada omissão de Jean-Marie Le Pen de parte da fortuna pessoal numa “offshore” e a suspeita de consequente evasão fiscal. Uma empresa registada na ilha caribenha de Tortola documentada pela agora famosa Mossack Fonseca, uma conta bancária em Guernesey, ilha no Canal da Mancha dependente da coroa britânica, e vários documentos confidenciais assinados pelo representante legal, o advogado suíço Marc Bonnant, aprofundam o mistério já sob investigação das autoridades francesas.

Panama Pampers : opération d’enfumage pour cacher les pipis fiscaux des ministres socialistes CAHUZAC et THEVENOUD.

— Jean-Marie Le Pen (@lepenjm) 5 de abril de 2016

(Documentos do Panamá: operação de fumo para esconder o ‘xixi’ fiscal dos ministros socialistas Cahuzac e Thevenoud.)

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