O primeiro-ministro britânico negou possuir qualquer tipo de ativos em paraísos fiscais, depois dos ‘Documentos do Panamá’ terem revelado que o
O primeiro-ministro britânico negou possuir qualquer tipo de ativos em paraísos fiscais, depois dos ‘Documentos do Panamá’ terem revelado que o falecido pai geriu uma rede de fundos de investimentos em ‘off-shores’.
David Cameron anunciou serem necessárias investigações a todos os indícios de crimes fiscais e garantiu não estar implicado.
“Tenho um salário como primeiro-ministro e tenho também algumas poupanças, das quais recebo alguns juros. Tenho igualmente uma casa onde costumávamos viver e que deixámos, uma vez que estamos em Downing Street. É tudo o que eu tenho. Não tenho ações, investimentos em offshores, nada parecido”, explicou Cameron.
De acordo com o jornal The Guardian, Ian Cameron dirigia um fundo de investimento sedeado nas Bahamas, a Blairmore Holding, em que os lucros escaparam ao fisco de Sua Majestade durante quase 30 anos, graças a um esquema complexo montado pela firma de advogados Mossack Fonseca.
O líder da oposição exige uma investigação e também o combate aos paraísos fiscais.
“Esta semana, a publicação dos papéis do panamá dá mais razão ao que mais e mais pessoas sentem, que é simplesmente isto: Há um regime para os ricos e outro para o resto das pessoas. E por isso, é mais do que tempo para sermos duros com os paraísos fiscais”, explicou Jeremy Corbyn, do Partido Trabalhista.
David Cameron não respondeu sobre a presente situação da família, no sentido alargado. Uma porta-voz do primeiro-ministro apenas referiu tratar-se um assunto privado.