#Brexit: Christine LAgarde (FMI) pede ao Reino Unido e à UE uma "transição suave"

#Brexit: Christine LAgarde (FMI) pede ao Reino Unido e à UE uma "transição suave"
De  Francisco Marques com LUSA, REUTERS, FMI
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A Diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), a francesa Christine Lagarde, apelou esta sexta-feira ao Reino Unido e à União Europeia para trabalharem em conjunto numa “transição suave” rum

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A Diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), a francesa Christine Lagarde, apelou esta sexta-feira ao Reino Unido e à União Europeia para trabalharem em conjunto numa “transição suave” rumo à “nova relação económica.”

“O povo britânico falou e a decisão tem de ser respeitada. Ainda vai levar algum tempo até conhecermos a natureza da futura relação entre o Reino Unido e a União Europeia. Entretanto, é importante que exista transparência no processo negocial (entre ambos) e que o mesmo seja conduzido da forma mais suave possível. Saúdo as medidas já anunciadas pelo Banco de Inglaterra e pelo Banco Central Europeu de suporte ao sistema bancário para prevenirem o excesso de volatilidade financeira e proporcionarem o que for necessário. Pela sua parte, o FMI vai continuar a vigiar de perto os desenvolvimentos. Vamos trabalhar em conjunto com os nossos membros para garantir a resiliência da economia global nos próximos tempos.”

Christine Lagarde, Diretora-geral do FMI. > .Lagarde</a> on the U.K. Referendum <a href="https://t.co/GZ63aBX6Fz">https://t.co/GZ63aBX6Fz</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/EURef?src=hash">#EURef</a> <a href="https://t.co/luEjUNqn8n">https://t.co/luEjUNqn8n</a></p>&mdash; IMF (IMFNews) 24 de junho de 2016

Londres e Bruxelas dão início oficial na próxima semana a um “divórcio” que se espera amigável, mas de consequências ainda imprevistas de parte a parte e “estilhaços” esperados um pouco por toda a parte, de Tóquio a Joanesburgo, de Sydney a Reykjavik. Este “terramoto” político resulta do referendo de quinta-feira, onde os britânicos aprovaram o chamado “Brexit”, o processo de saída do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte (nome oficial) do “clube” da União Europeia.

O “reino” de Isabel II é primeiro Estado-membro a virar costas à União Europeia, à qual pertencia desde 1973. Para legitimar a saída, o Reino Unido beneficia do artigo 50 incluído no Tratado de Lisboa, assinado em 2007 e implementado em 2009. O processo deverá ainda demorar dois anos, mas poderá também ser usado como precedente para outros Estados-membros poderem seguir o mesmo caminho.

#Brexit rocks Scotland:NicolaSturgeon</a> puts <a href="https://twitter.com/hashtag/IndyRef?src=hash">#IndyRef</a> back on the table <a href="https://t.co/6yFdSRsP6P">https://t.co/6yFdSRsP6P</a> (via <a href="https://twitter.com/ShadesOfMiley">shadesofmiley) pic.twitter.com/DeXLjLMgBv

— Sputnik (@SputnikInt) 24 de junho de 2016

Por outro lado, poderá também levar ao colapso do próprio Reino Unido. A Escócia e a Irlanda do Norte votaram pela permanência do Reino Unido na UE, mas foram suplantadas pela vontade da Inglaterra e do País de Gales, mas já avançaram com possibilidades de, seguindo a mesma estratégia de Londres face a Bruxelas, referendarem a respetiva independência face ao Reino Unido e, depois, candidatarem-se ao regresso ao clube europeu. No caso dos norte-irlandeses através de uma eventual fusão com a República da Irlanda. Os próximos meses serão determinantes para se perceber o futuro do reino.

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