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Petróleo: Rússia e Arábia Saudita reforçam colaboração mas não há acordo sobre congelamento da produção

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Petróleo: Rússia e Arábia Saudita reforçam colaboração mas não há acordo sobre congelamento da produção
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De Patricia Cardoso com Reuters, Lusa, AFP
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A Rússia e a Arábia Saudita comprometeram-se a reforçar a colaboração bilateral e com outros países produtores para estabilizar o mercado petrolífero.

A Rússia e a Arábia Saudita comprometeram-se a reforçar a colaboração bilateral e com outros países produtores para estabilizar o mercado petrolífero. O pacto foi assinado, esta segunda-feira (5 de setembro) à margem da cimeira do G20, em Hangzhou, na China.

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No entanto, seis meses após o fracasso das discussões de Doha, os dois maiores produtores mundiais de petróleo não mencionam um eventual congelamento da produção.

Khalid bin Abdulaziz Al Falih, ministro saudita da Energia e dos Recursos Naturais, estima: “A Rússia e a Arábia Saudita vão beneficiar das suas posições, enquanto líderes de produção e do mercado de petróleo. Os dois países têm uma razão comum: a estabilização do mercado petrolífero”.

#SaudiArabia #oil minister says no need now to freeze crude output. More: https://t.co/pnjEuyPb4q

— World Oil Online (@WorldOil) 5 de setembro de 2016

O pacto, descrito como “histórico” pelo ministro russo da Energia, prevê uma reunião do grupo de trabalho em outubro, em Moscovo.

Segundo Alexander Novak, o objetivo é a “coordenação de ações para garantir a estabilidade e previsibilidade do mercado”.

Numa primeira reação ao acordo, o preço do barril de crude disparou 5%, antes de recuar ligeiramente.

#Oil gains as Saudi Arabia to make statement after Russia talks. https://t.co/ERZopEuK59 pic.twitter.com/qppsTZa5Rh

— Holger Zschaepitz (@Schuldensuehner) 5 de setembro de 2016

As consequências económicas de dois anos de preços baixos são importantes para os países exportadores. Mesmo assim, os membros da OPEP recusaram até agora congelar a produção, sem uma participação do Irão.

A Rússia, que não integra a OPEP, estima que o preço atual é injusto, mas considera que Teerão tem o direito de atingir os níveis de produção que tinha antes das sanções internacionais.

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