Nações Unidas alertam para uso de armas químicas no combate sobre Mossul

Nações Unidas alertam para uso de armas químicas no combate sobre Mossul
Direitos de autor 
De  Euronews
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

A Organização das Nações Unidas denunciou o armazenamento de amoníaco e enxofre por parte do Estado Islâmico e teme mais ataques químicos.

PUBLICIDADE

As Nações Unidas afirmam que o Estado Islâmico está a armazenar amoníaco e enxofre em áreas civis e temem que a intenção seja continuar a lançar ataques químicos enquanto as forças iraquianas, apoiadas pelos meios aéreos americanos, combatem os jihadistas num esforço de os expulsar de Mossul, a maior cidade iraquiana que controlam.

#ISIS militants launched chemical weapons attacks on Qayyara in the weeks after Iraqi forces retook control https://t.co/oCM10Q4Esa

— Rudaw English (@RudawEnglish) November 11, 2016

Na cidade de Qayyara, a cerca de 60 quilómetros de Mossul, o último ataque foi há um mês, o quarto desde setembro. Os efeitos e o sofrimento são duradouros. Um residente, Sirhan Awwad, conta: “Depois de o míssil ter caído no pátio, exalava um cheiro forte. Cheirava como um corpo deixado a apodrecer há três ou quatro dias. As forças de segurança vieram no dia seguinte para recuperar o míssil. Pensaram que os químicos dentro dele já não tinham efeito e então usaram as mãos, sem roupa de proteção e não tinham especialistas com eles.”

Inside Qaraqosh: A town liberated in the fight against the Islamic State. https://t.co/QmfnFU11etpic.twitter.com/eRIWnEFki7

— TheLADbible (@TheLadBible) November 5, 2016

Em Qaraqosh, ainda mais perto de Mossul, combatentes de uma das três milícias cristãs que defendem a cidade indicam o sítio onde o Daesh tinha uma fábrica de mísseis.

Qaraqosh é a maior cidade cristã da província de Ninevah. Caiu no domínio do Daesh em 2014 e foi retomada pelas forças governamentais iraquianas esta semana.

“Isto é uma ala que pertencia à igreja. O Estado Islâmico usou-a e não fizeram nada à igreja. Não a queimaram por causa da fábrica deles”, mostra Athra Kado, das Unidades de Proteção de Nineveh.

The Nineveh Plain Protection Units safeguarding passage for fleeing Mosul refugees. NinevehPU</a> <a href="https://twitter.com/YacoobGYacoo">YacoobGYacoo#Iraq#Assyrian#Christianpic.twitter.com/TGxmYAXetK

— Rami Bahram (@Rami_Ashuraya) November 6, 2016

A província de Nineveh acolhe uma grande minoria cristã, muitos dos quais fugiram aos ataques do Daesh há dois anos e meio.

Muitos deles vivem em campos para deslocados no norte curdo do Iraque, enquanto outros migraram rumo a ocidente.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Estados Unidos lançam ataque maciço contra milícias no Iraque e na Síria

Embaixada dos Estados Unidos em Bagdade atacada com rockets

Da celebração ao horror, casamento acaba com mais de uma centena de mortes no Iraque